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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

EMANCIPAÇÃO CORPO DE BOMBEIROS - ALÉM DA AUTONOMIA

Emancipação de Corpos de Bombeiros da Polícia Militar fortalece corporações, mas expansão do serviço ainda está aquém das necessidades do Brasil
Reportagem de Rafael Geyger
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom
Extraído da Revista Emergência

Veja matéria na íntegra abaixo:
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

BOMBEIROS DE SANTA CATARINA ATENDEM OCORRÊNCIA NO RS

Segue abaixo deste comentário a notícia de mais uma situação da falta de uma estrutura administrativa e operacional focada nas reais necessidades dos serviços de bombeiro que toda a população gaúcha precisa, destacamos bem, pois temos mais de 300 municípios gaúchos que não contam com a proteção de nossos guerreiros. Conforme a notícia, a ocorrência ocorreu em nosso Estado, e fora atendida pelos bombeiros de SC, pelo fato de não termos uma equipe em tempo hábil para atender a nossa população daquela região. É uma grande vergonha, em pleno século 21, não contarmos com bombeiros de salvamento no local, onde policiais brigadianos tiveram que pedir ajuda aos nossos vizinhos.
Para os desinformados, por que os catarinenses têm uma equipe de salvamento em pleno oeste catarinense e o nosso Estado não?
Porque ainda contamos com um Corpo de Bombeiros administrado por uma força policial, Brigada Militar, que na atualidade não consegue administrar e suprir as necessidades de nossos bombeiros, pelo fato da grande demanda de sua verdadeira e única atividade fim, policiamento ostensivo.
A única solução, que a ABERGS defende, já comprovada no Brasil em 23 Estados e no Distrito Federal, é a criação do Corpo de Bombeiros Militar do RS desvinculada da Brigada Militar, para que possamos crescer e evoluir e administrar verba própria com um comando focado apenas na atividade fim, para que assim atendamos melhor nossa população e expandir de forma gradativa os nossos serviços para toda a população gaúcha sem distinção.
Informamos ainda, que infelizmente, por motivos corporativistas e pessoais, autoridades com pensamentos retrógrados no Governo não querem que os Bombeiros gaúchos sigam o modelo do Estado de Santa Catarina.
Porém, a ABERGS estará sempre pronta para debater com argumentos técnicos, procurando ajudar o Governo a tomar uma decisão correta, pensando na população e na valorização desse profissional, tão importante para a segurança da população gaúcha diante dos desastres naturais.
Desvinculação da Brigada Militar já!
Segue a notícia:


CORPO DE BOMBEIROS DE ITAPIRANGA (SC) REALIZA BUSCA AQUÁTICA NO RIO URUGUAI



Por volta das 17h00 do dia 02 de janeiro de 2012, o Corpo de Bombeiros de Itapiranga foi acionado por populares e também pela Brigada Militar do Município de Pinheirinho do Vale - RS, para realizar buscas ao corpo do adolescente Luiz Henrique Neis, de 13 anos, vítima de afogamento no Rio Uruguai, nas proximidades da Linha Capivara – município de Pinheirinho do Vale – RS (margem do Rio Uruguai, oposto ao município de Itapiranga). Barcos foram deslocados com mergulhadores para o local, onde, após avaliação, ficou constatado o referido acidente aquático. O jovem brincava com outras duas crianças de 10 anos, quando veio a desaparecer nas águas a cerca de 100 metros da margem. Após demarcada a área, iniciaram-se as buscas submersas, as quais foram encerradas às 21h00, sem êxito.

Logo na manhã seguinte, às 06h00, a guarnição retornou ao local e encontrou o corpo desaparecido por volta das 07h40min, cerca de 130 metros da margem, do lado do Estado do Rio Grande do Sul, a uma profundidade de 4 metros. Após a retirada das águas a vitima foi entregue à guarnição da Brigada Militar de Pinheirinho do Vale - RS. No local do ocorrido, o Rio Uruguai possui uma largura média superior a 600 metros, com locais de forte correnteza, o que tornou a atividade de busca extremamente complexa.

Toda a operação do Corpo de Bombeiros de Itapiranga foi acompanhada por familiares, populares e pela Brigada Militar RS. Foram empregados nesta ocorrência os seguintes bombeiros militares: 2º Sargento BM Mallmann, os Soldados BM André e Gorges (Itapiranga) e o Soldado BM Oldair (Iporã do Oeste), além do Bombeiro Comunitário Profissional Vanderlei.

Fonte: Noticiário do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina e Abergs

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Que 2012 seja o ano da valorização!


QUE EM 2012, NOSSOS VALOROSOS HERÓIS DO FOGO SEJAM RECONHECIDOS E LIBERTOS DAS AMARRAS DA BRIGADA MILITAR.
QUE ESTE ANO QUE SE INICIA SEJA O DA VERDADEIRA VALORIZAÇÃO DOS BOMBEIROS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Bombeiros mobilizados em Santa Maria


Na tarde do dia 05/12/2011 simpatizantes pela desvinculação do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar, familiares e sócios da ABERGS que residem e trabalham na região de Santa Maria, manifestaram-se através de faixas, durante o discurso do governador, solicitando a emancipação do Corpo de Bombeiros no Rio Grande do Sul.

Durante o seu discurso, o Governador manifestou-se a respeito da presença dos "Soldados do Fogo" no evento e ratificando o seu compromisso com as demandas solicitadas ao Governo do Estado, onde após sua fala a população presente no evento aplaudiu, com isso demonstrando o seu apoio ao pedido dos Bombeiros.

Extraído do Facebook da Abergs

Nota do BLOG:
Agora de fato vejo uma luz no fim do túnel para esta questão da separação. Finalmente os heróis do fogo estão se mobilizando em passeatas e manifestações como esta. É assim que se conquista vitórias. Parabéns aos Bombeiros de Santa Maria por este ato. Que os bombeiros do resto do Rio Grande sigam o exemplo. Sem mobilização não há vitória.

Não adianta 90% da corporação querer a separação e ficar apenas meia dúzia lutando por ela. Ou vocês mostram força de mobilização ou a separação não sairá. Não sigam o exemplo negativo do polost...

A Sociedade Civil estará ao lado de vocês. Aqui em Porto Alegre, o Conselho Municipal de Justiça e Segurança (COMJUS) já se manifestou favorável a separação. Essa discussão foi feita em toda a cidade através dos Fóruns Regionais de Justiça e Segurança e o pleno do COMJUS encaminhou moção de apoio. PORTO ALEGRE QUER A SEPARAÇÃO!!!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Aprovado PL 346/11 Bombeiros foram discriminados

No dia 22/11/2011 a Assembléia Legislativa aprovou a PL 346/11 que criou 2.800 vagas de 3º Sargentos (Sgt) para a Brigada Militar, sendo 180 (6,45%) para os Bombeiros e 2.620 (93,55) para o Policiamento.

No momento que este projeto foi protocolado na Assembléia a ABERGS mobilizou-se juntamente com os colegas Franco, de Santa Cruz do Sul e o colega Guedes, de Lagoa Vermelha para que esta PL fosse corrigida pelo governo ou pelo legislativo, dando aos bombeiros as vagas que LEGALMENTE, se faz jus.

Foram enviados estudos comprovando o erro na divisão de vagas (conforme noticiado no site da ABERGS em 18/10/2011) ao Gabinete do Governador, Casa Civil e Secretaria de Justiça, além de contatos com Deputados Estaduais relatando a injustiça eu iria se concretizar. 

No dia da votação a ABERGS se fez presente na Assembléia no início da manhã através de seu Coordenador Adjunto Florisbelo Dutra. Ao entrar em contato com Deputado Altemir Tortelli e sua assessoria, foi informado a ABERGS que segundo o assessor para assuntos legislativos da Casa Civil César Martins o governo apresentaria um substitutivo corrigindo para 14% das vagas de Bombeiros a serem criadas. 

A PL 346/11 estava na pauta para ser o primeiro projeto da sessão a ser votado. Dutra se fez presente no plenário para confirmar a apresentação do substitutivo e acompanhar a votação. Antes da votação o Deputado Tortelli, o assessor da bancada do PT José Gomes e o assessor da Casa Civil César Martins confirmaram que o substitutivo estava protocolado e iria à votação. 

Pouco antes da votação da PL e do substitutivo verificamos a presença de Leonel Lucas presidente da ABAMF no plenário expondo com veemência uma argumentação com os deputados. Diante da situação, Dutra se dirigiu a Lucas para tratar da PL. Lucas relatou que estava argumentando aos deputados que o substitutivo prejudicava sua classe e que não seria contra se o governo aumentasse 3081 vagas de 3º Sgt para não tirar as vagas do policiamento e atender os Bombeiros. Em seguida aproximou-se o deputado Ricardo Santini e relatou que o governo e os deputados não poderiam acrescer mais vagas, ou era o projeto original ou o substitutivo. A ABERGS argumentou ao deputado que com a retirada do substitutivo os maiores prejudicados seriam os Bombeiros. Após o deputado retirou-se sem dizer que iria acontecer. Continuando a conversa com Lucas argumentamos a que a PL estava prejudicando os Bombeiros na divisão proporcional das vagas por erro de quem as calculou. Afirmamos a Lucas que o policiamento não possuía a expectativa das vagas que não faziam jus e que as mesmas seriam dos Bombeiros por questão de justiça e de direto. Embora reconhecesse a injustiça, Lucas disse que o policiamento não poderia ser “prejudicado”.

Antes da votação do substitutivo o deputado Santini levou aos deputados a reivindicação da ABAMF. No momento em que o presidente da Assembléia colocou em votação o substitutivo a PL 346/11 o deputado Santini se manifestou dizendo que por acordo os deputados decidiram retirar o substitutivo e só votar a PL original. Diante desta manifestação o presidente retirou o substitutivo e colocou em votação a PL 346/11 a qual foi aprovada por unanimidade e selou de vez a maior injustiça com os Bombeiros até o momento.

Após, a ABAMF através do presidente Lucas reconheceu que os Bombeiros foram injustiçados e se colocou a disposição da ABERGS para em conjunto ir ao governo na busca das vagas que são de direito dos Bombeiros. 

Posteriormente a ABERGS conversou com o representante da Casa Civil César Martins reconheceu a injustiça e que a intenção do governo era corrigir o erro, porém não conseguiu concretizá-la. César Martins se comprometeu a agendar uma reunião com a secretária adjunta da Casa Civil para tratar das vagas para os Bombeiros, reafirmando que os Bombeiros não serão prejudicados.

Diante do relatado, aguardaremos que o Governo e a Assembléia Legislativa corrijam tamanha injustiça com os Bombeiros. Esperamos que aconteça em breve, caso contrário a ABERGS mobilizará os Bombeiros em um movimento visando reparar esta injustiça e na busca da valorização de nossa classe.

Para concluir, como historicamente acontece aos Bombeiros, mais uma vez foram discriminados, tratados como uma subclasse profissional, nossos direitos foram preteridos em relação à outra classe profissional, independente de ser justo e legal. O nosso sentimento de indignação não é por apenas perdemos as vagas que fizemos jus, mas é principalmente pela forma como fomos tratados, ou seja, IGNORADOS, DISCRIMINADOS E DESVALORIZADOS!

A ABERGS vai seguir na luta para defender o que é dos Bombeiros por direito e por justiça. Mais do que uma injustiça esse episódio reafirmou que a DESVINCULAÇÃO DOS BOMBEIROS DA INSTITUIÇÃO BRIGADA MILITAR é necessária e irreversível. É com a DESVINCULAÇÃO que nós Bombeiros seremos reconhecidos como uma classe profissional que presta relevantes serviços a sociedade gaúcha conquistando nossa IDENTIDADE E DIGNIDADE.

Texto extraído do Facebook da Abergs 

Tenho total concordância e creio que isso só irá se resolver com a separação dos Bombeiros, coisa que parece que nosso governo não quer. Chega de baixar a cabeça para esses oficiais.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A importante opinião de quem já vivenciou a desvinculação

 De passagem pelo Rio Grande do Sul, em direção ao Uruguai, Lazaro Santin, 42 anos, sendo 24 deles dedicados ao Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, é Major da 1ª Companhia do 7º Batalhão de Itajaí, onde exerce a função de comandante, e em visita as cidades de Chuí e Santa Vitoria do Palmar o blog aproveita a oportunidade de saber a opinião do oficial sobre desvinculação dos bombeiros que já foi adotado pelo estado vizinho e serve de modelo para todo país.
Segue entrevista:

ABomPel: quais as principais dificuldades sentidas logo após a desvinculação?

Major Santin: a primeira dificuldade enfrentada foi a estruturação logística, foi necessário um profundo esforço concentrado de oficiais e praças para estruturação de todos os serviços que a corporação necessita (contamos com a ajuda da PMSC que nos ensinou e ajudou nesse processo durante 3 anos).

ABomPel: Quais os maiores benefícios para a população a curto e médio prazo? Major Santin: inicialmente como o corpo de bombeiros passou a gerir seus próprios recursos, pode decidir o destino do investimento, assim como a abertura de novos quartéis para atendimento a população, tendo como seu aliado o tramite burocrático mais ágil.

ABomPel: Houve algum tipo de enfraquecimento da tropa policial militar do estado após a desvinculação? Major Santin: não, pois as ligações entre policiamento e bombeiros, continuarão existindo, com a troca mutua de conhecimento.

ABomPel: Como funciona o Plano de carreira do estado?

Major Santin: o plano de carreira funciona na inclusão de soldado, sendo a promoção por tempo de serviço, não existindo mais concursos para sargento, sendo requisito para a inclusão o curso superior. Sendo que o praça pode atingir a carreira de oficial a qualquer momento independente de idade bastando prestar concurso.

ABomPel: que mensagem o senhor deixaria aos bombeiros do RS?

Major Santin: a emancipação é excelente, mas por si só não resolve nada é necessário que os bombeiros estejam dispostas a trabalhar muito, com doação plena a corporação de todo efetivo, para gerenciar essa mudança, com novas possibilidades e novos horizontes s ao corpo de bombeiros.

Major Santin, começou sua vida trabalhando no grupamento de busca e resgate, formado em engenharia civil, trabalhou na área de prevenção, trabalhou na área de logística, sendo responsável pela construção de novos quartéis, dentre eles a nova academia de formação de bombeiros. Trabalhou também na área de tecnologia da informação, sendo responsável pela criação do sistema de gerenciamento de atividade técnica e o E193.


"A emancipação é excelente, mas por si só não resolve nada é necessário que os bombeiros estejam dispostas a trabalhar muito, com doação plena a corporação de todo efetivo..."


Do site da ABERGS

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Corpo de Bombeiros comemora 4 anos de emancipação administrativa e financeira

Uma grande formatura, com entrega de medalhas a membros da Corporação, marcará, a Solenidade Militar comemorativa do segundo ano de emancipação administrativa e financeira do Corpo de Bombeiros Militar do Estado da Paraíba.

Na oportunidade, o Comandante Geral do Corpo de Bombeiros, fará um breve relato do processo de emancipação e o seu significado para a melhoria das condições de operacionalidade da Corporação e a consequente melhoria de prestação de serviços à sociedade civil. As medalhas outorgadas a membros da corporação são as principais comendas do Corpo de Bombeiros. Pela ordem: Medalha Cruz de Sangue, Medalha General Aristarcho Pessoa, e as demais pelos 30, 20 e 10 Anos de Serviço.

PROCESSO DE EMANCIPAÇÃO
A emancipação administrativa e financeira do Corpo de Bombeiros Militar do Estado da Paraíba aconteceu no dia 06 de novembro de 2007 (uma terça-feira), com a aprovação, por unanimidade, do Projeto de Lei encaminhado à Assembleia Legislativa pelo então governador Cássio Cunha Lima (PSDB). Com isto, a Corporação se desvinculou da Polícia Militar e passou a ser uma unidade autônoma na estrutura administrativa do Estado, com melhores condições de desenvolver um projeto de modernização e de melhor prestação de serviços à comunidade. O processo de emancipação se arrastou por vários anos, sob o argumento de que a Constituição Federal já mencionava a existência de uma independência operacional da Corporação e que, por isso, por isso só faltaria uma separação administrativa. Em 19 Estados ocorreu desvinculação entre o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar. Mas a emancipação ainda encontra resistências em apenas quatro estados onde o Corpo de Bombeiros continua agregado à Polícia Militar. Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Bahia. Com a separação as verbas passaram a ser destinadas diretamente à Corporação, através do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom), criado na Paraíba pela Lei nº 6.987, de 06 de julho de 2001, aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo então governador José Maranhão (PMDB).

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O que os leitores do Buracos pensam sobre a questão da separação dos Bombeiros...

Abaixo reproduzo os comentários de leitores com relação ao tema DESVINCULAÇÃO DO CORPO DE BOMBEIROS.

Anônimo disse...

"E os Oficiais amigos dele estão bem colocados na tropa tocando o pavor nos militantes petistas. Que Governo fraco. Não sei de onde que o Wanderlei Soares tirou que o PT esta chutando o traseiro dos opositores dentro da Brigada Militar. Se assim fosse eles não estariam tão felizes com o atual Governo que esta sendo conivente com excessos contra os próprios companheiros".


Bombeiro Desiludido disse...
Tenho a convicção de que este GT não vai dar em nada. O PT é o partido mais mentiroso que conheço. E o Tarso então nem se fala. Prometeu ficar os 4 anos na Prefeitura em 2000 e saiu um ano depois pra concorrer ao Estado.
Cambada de mentirosos.


Anônimo disse...

Se ele é contra a separação dos bombeiros, do qual, é uma tema extremamente pertinente e obvio aos olhos do povo, sinceramente não deveria ter sido indicado nem pra participar do Governo. Ser contra a emancipação é a maior prova de despreparo e falta de compromisso com a população e progresso do serviço público.

Que tivesse ficado no exercito.

Anônimo disse...

Na ditadura se diziam lutadores pela liberdade. Agora comem nas mãos dos Coroneis como passaros domesticados pela fome. Será que realmente combateram a ditadura ????? 
Bem que na caserna os Coroneis dizem que civil é tudo pica-fumo e caga-pau. Na frente deles é diplomacia, mas por trás, os milicos dão rizada na cara da democrácia cagona que temos.



Anônimo disse...

Não vou me identificar, mas sou Policial Militar de Igrejinha, perdi muitas coisas no deslizamento em meu municipio onde ocorre este tipo de ocorrência todos os anos, lembrando na minha cidade não tem Bombeiros, portanto segue meu desabafo.Uma verdadeira vergonha! No dia 17 ocorreu a primeira reunião para explicar a dinâmica de trabalho do GT(Separação Bombeiros). A imprensa nem fomentou o assunto, mas o pior, foi a mídia interna do Governo apenas entrevistar um lado (o contrário a separação), no caso a ABAMF, que disse que a separação dos Bombeiros iriam onerar o Estado. Será que a pessoa que falou isto entende da atividade de bombeiro, será que não sabe que está previsto na constituição federal a independencia dos bombeiros. Fico triste por ser uma pessoa que sempre acreditou na democracia, ver o Partido dos Trabalhadores direcionar o futuro dos bombeiros para os interesses pessoais dos poderosos (coronéis da Brigada Militar). Em quanto isto peço para o povo torcer para não ocorrer incêndios, acidentes com vítimas nas ferragens, enchentes e demais ocorrências.
Hoje algumas pessoas tiram sarro da minha cara, dizendo. Teu partido te enrrolou ao dizer que ia separar os bombeiros.
Bem feito para mim que sou do PT (Partido dos Troxas).



Anônimo disse...
Verdade. Recordo como se fosse hoje um Oficial do PT gritando para um Deputado do PMDB que dizia que eles iriam emancipar os bombeiros "-BALELA, BALELA, VOCÊS FORAM GOVERNO COM MAIORIA NA AL E NÃO SEPARARAM." Somente o PT poderá dar esse passo para o progresso da corporação.
Infelizmente, acho que até mesmo este Oficial esta abismado com a má vontade do partido em atender a reivindicação dos Bombeiros Gaúchos.



Anônimo disse...
Anônimo, em 19 de agosto de 2011 21:17, em sua postagem citou a ABAMF... Pelo amor de Deus!!! Essa é uma que não da nem pra gastar saliva, tinta da caneta e/ou o dedo no teclado... sem comentários!!! Só ainda não perdeu a legitimidade no CNPJ.Quanto à premente (urgente) necessidade de desvinculação e de qualificação dos serviços prestados pelo CORPO DE BOMBEIROS no RS, digo que o único empecilho é a política (leia-se conveniência) dos gestores públicos e do comando da corporação, o qual percebe a separação como uma redução no status de seu comando e na "sensação" de perda de poder. Para justificar isso, muitas vezes recorrem a fatores históricos, dizendo que sempre foi assim, o que não é verdade, já que os Bombeiros, que eram independentes, foram encampados pela BM, na capital, em 1935, e no interior do Estado, somente a partir de 1949. Lembrando que os Bombeiros da capital já existiam desde de 1895, e em Pelotas, por exemplo, desde de 1901.Portanto não me venham com milongas, Senhores... chega de descaso com o serviço público de emergência: separar para fortalecer!!! Fortalecer a Policia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar do RS, distinguindo-lhes, dando-lhes respeito e dignidade... identidade!!!
ESTA SEPARAÇÃO NÃO É UMA QUESTÃO DE VONTADES: É UMA QUESTÃO DE NECESSIDADE E DE LÓGICA.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Da série separação dos Bombeiros do RS

Bombeiros, até quando viveremos desprotegidos

A Copa de 2014 está se aproximando, e o que vemos de concreto na infra-estrutura em Porto Alegre? Nada, pois nossas autoridades só estão preocupadas com os estádios e hotéis. Mas, e se acontecer um sinistro? 

Nossos heróis do fogo estão morrendo a míngua. Além da histórica falta de recursos humanos, há defasagem em tecnologia, equipamentos e veículos. A capital conta apenas com dois caminhões Magirus, sendo que, um está há muito tempo estragado. E essas duas escadas só chegam ao 12° andar. Faz tempo que ultrapassamos esta altura. 

Para os mais velhos, que se lembram do incêndio, em abril de 1976, das Lojas Renner, imaginem um evento parecido com aquele."Não há como combater com eficiência, seria uma tragédia” palavras estas do comandante de uma unidade de Bombeiros da cidade. 

Enquanto em outros estados brasileiros há investimentos pesados na área de prevenção a incêndios, aqui, os bombeiros são deixados de lado. A média de repasse anual de orçamento da Brigada Militar ao Corpo de Bombeiro gira em torno de um milhão de reais. Enquanto isso, Santa Catarina, repassa 7% do orçamento, perto de R$ 40 milhões. 

Durante a Operação Golfinho, as unidades Assunção e Silva Só estão fechadas por falta de gente, pois foram redirecionados para o litoral. E pior, a zona sul continua fechada a mais de ano.

No mundo, os Bombeiros são autônomos, vinculados aos Municípios, Estados ou a nível Federal. 

No Brasil, em quatro estados brasileiros os Bombeiros ainda são vinculados à PM (RS, PR, SP e BA), sendo que Bahia e Paraná já estão com processo de desvinculação em suas Assembléias Legislativas. 

Portanto, essas atividades não possuem afinidades que justifiquem sua vinculação, obviamente sempre poderá haver apoio de ambas em determinadas circunstâncias. 

A Constituição Federal prevê a missão institucional dos Bombeiros, deixando clara a sua não subordinação as PM’s. Deixa claro ainda, que são duas instituições que prestam serviços diferentes e de forma autônoma. 

Uma instituição com identidade e autonomia possibilita ter maior sucesso na busca de recursos, nacionais e internacionais, evita a intermediação e o direcionamento destes, para outras atividades. Tem a garantia de verbas para manutenção e investimentos (orçamento próprio). 

Atualmente existem aproximadamente 2400 servidores que desempenham a atividade de bombeiro, sendo que a recomendação da ONU é de 01 bombeiro para cada 1000 habitantes. 

O RS possui uma população de 10.576.758 hab segundo o censo 2010 do IBGE, ou seja, seriam necessários 10.577 servidores no CB. 

Dos 496 municípios gaúchos, em apenas 93 existe uma unidade de Bombeiros. 

Segundo a Associação de Bombeiros do RS (ABERGS), com a metade do ideal poderia ser realizado um serviço de excelência, caso existisse a autonomia no RS. 

Para efetuar um grande evento em qualquer lugar do mundo um dos pré-requisitos é a estruturação dos Bombeiros para atuar caso seja necessário. A Copa de 2014 vem aí. Ou o Rio Grande evolui neste tema como os 23 Estados e o Distrito Federal, ou vamos ficar com um Corpo de Bombeiros cada vez mais defasado.

O governador Tarso Genro criou um Grupo de Trabalho para avaliar e propor alternativas aos Bombeiros. Isso é pouco, já que durante a campanha eleitoral através do site www.ideiasparaorscrescer.com.br  a tese mais votada foi justamente a separação do Corpo de Bombeiros. Vários integrantes da cúpula do partido se comprometeram com a separação. Depois da posse tudo mudou.

Como membro do Conselho Municipal de Justiça e Segurança de Porto Alegre, espero que este tema seja amplamente discutido com a sociedade gaúcha.

Para tanto, o governo pode propor audiências públicas nas cidades, através dos COREDES, através das Câmaras de Vereadores. Basta vontade política de dialogar e não se submeter às vontades de uma minoria (oficiais), que querem perpetuar suas vantagens e poder.

O Rio Grande ganhará com a separação.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Decreto institui GT para debater propostas para o Corpo de Bombeiros

O Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul receberá aconselhamento e auxílio para a reorganização e modernização. Para isso, foi criado um Grupo de Trabalho, instituído pelo Decreto 48.229/2011, publicado nesta quarta-feira (10), no Diário Oficial. O GT terá 90 dias para elaborar um relatório, que será submetido com as proposições, para apreciação do governador. 

A criação deste grupo foi o principal encaminhamento da primeira edição do Governador Responde, do Gabinete Digital, ferramenta onde a pergunta mais votada de cada mês demanda a resposta do Chefe do Executivo. Na ocasião, no mês de junho, o governador determinou a criação do GT com vistas a promover um amplo debate e apontar propostas que garantam a modernização e a valorização profissional da categoria. O Grupo de Trabalho terá os seguintes integrantes: Casa Civil, Casa Militar, Secretaria da Segurança Pública, Comando da Brigada Militar, Secretaria da Fazenda, Secretaria do Planejamento, Secretaria da Administração e Gabinete do Governador. Associações de Praças, Oficiais, e de Bombeiros serão convidadas a participar do GT, assim como outras representações da sociedade civil.

Texto: Marcelo Nepomuceno
Edição: Redação Secom (51) 3210.4305

Nota do Blog: Espero sinceramente que este GT não seja apenas um faz de conta, pois de enrolação estamos ( o povo) cansados a anos. mas pela nota do governo, nem estão pensando na hipótese de separar. Falam em modernização, aconselhamento, reorganização.


A pergunta que fiz no Gabinete Digital foi muito clara. Falei sobre separar os Bombeiros da Polícia. Não é este o encaminhamento que o governo está dando pelo visto.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Da série "Separação dos Bombeiros da Brigada Militar"

Clique na imagem para ampliar e veja as vantagens da separação.

Da série "Separação dos Bombeiros da Brigada Militar"

Em 1995, o então deputado estadual pelo PT, Marcos Rolim, protocolou um Projeto de Emenda Constitucional (PEC), que Emancipava o Corpo de Bombeiros da Brigada Militar. Além de Rolim, mais 18 deputados foram signatários da proposta. São eles:
  • Edemar Vargas
  • Eliseu Santos
  • Bernardo de Souza
  • Flavio Koutzii
  • Iradir Pietroski
  • Jussara Cony
  • Manoel Maria
  • Luciana Genro
  • Sérgio Zambiasi
  • Beto Albuquerque
  • Caio Repiso Riela
  • Divo do Canto
  • José Gomes
  • Luiz Carlos Casagrande
  • Maria Augusta Feldman
  • Pepe Vargas
  • Sérgio Moraes
  • Valdir Fraga
Sabe-se que por muita pressão do oficialato da Brigada Militar, esta PEC foi arquivada.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Deputado soteropolitano defende a separação dos Bombeiros da Bahia

A ação dos bombeiros se assemelha mais ao trabalho da Defesa Civil ou da polícia? O questionamento feito pelo deputado estadual Capitão Tadeu (PSB) foi oficializado em forma de sugestão ao governador do estado, Jaques Wagner. Para o parlamentar, o Corpo de Bombeiros deve ser separado da Polícia Militar e integrado à Coordenadoria de Defesa Civil do Estado.

Para Capitão Tadeu, a atividade exercida pelos bombeiros são muito mais próximas daquela feita pela Defesa Civil, o resgate e salvamento de vidas e instituições, monumentos, entre outros. O desmembramento da instituição é o caminho melhor a ser percorrido, para ambos: bombeiros e corporação militar – defendo o socialista."As atividades do Corpo de Bombeiros são completamente diferentes das exercidas pela Polícia Militar. Só esta razão já bastaria para o referido desmembramento dessas duas importantes corporações", defendeu deputado. Para ele, ao estar atrelado à corporação da Polícia Militar, a estrutura do Corpo de Bombeiros inviabiliza em parte a da outra, gerando mais custos burocráticos, o que só atrapalha o desenvolvimento de ambas.

A sugestão do parlamentar foi apresentada à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), sob forma de indicação. Para o deputado que assina a petição ao governo do estado, haverá independência do Corpo de Bombeiro. "Nos estados em que houve a separação, tanto os bombeiros quanto as polícias militares ganharam, pois ficaram com as estruturas mais leves e mais ágeis, o que permitiu um melhor desenvolvimento", argumentou.

Fonte: CFF/Carlos Eduardo Freitas - BA

Nota do Blog: Como dá pra se notar, é consenso que a desvinculação das instituições é benéfica a toda a sociedade e também as próprias organizações militares. Cada uma irá cuidar de sua atividade fim.

Não consigo entender por que aqui no RS há parlamentares e integrantes do governo que são contra a separação. Restará apenas nós e São Paulo atrelados à Polícia Militar, aqui Brigada.

O discurso fácil de que irá aumentar os custos do Estado é uma falácia, até porque ninguém está propondo um Corpo de Bombeiros com a mesma estrutura burucrática e inchada da Brigada Militar. Funções que não tem nada relacionado com o trabalho específico dos bombeiros deverá ser repassado à administração central, ou seja, para a Secretaria de Administração e a Secretaria de Segurança.

O fato relevante é que hoje não temos bombeiros em mais de 400 municípios gaúchos. Será que nossa sociedade quer permanecer assim? Tem gente que nasceu, cresceu e morreu e nunca viu um caminhão de Bombeiros.

Pense nisso.

Venha para o lado da sociedade e apoie a separação.

Certamente o Estado como um todo só tem a ganhar.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Por que separar o Corpo de Bombeiros da Brigada Militar?

A resposta é tão simples que não há espaço para polêmicas. Policial e bombeiro são profissões diferentes. Polícia previne e investiga crimes. Bombeiro salva vidas em perigo.
O fato de serem militares não justifica a administração única. Partindo deste rasteiro raciocínio poderíamos afirmar que bombeiros militares ficariam subordinados à Polícia Militar e bombeiros civis à Policia Civil.
A hierarquia e a disciplina do Bombeiro Militar e da Polícia Militar os fazem iguais na forma de administrar, mas não modificam a natureza do seu ofício. A formação de um policial está afeta a área das humanas e a do bombeiro às exatas.
Vou apresentar dois exemplos profissionais, um na área civil e o outro na militar, para consolidarmos este entendimento.
Médicos se especializam em cardiologia, pediatria ou anestesia. Assim faz o calouro dentista que se aprimora em estética dentária, ortodontia ou periodontia. Escolhem especializações decorrentes da sua profissão básica. Nenhum engenheiro civil se especializa em reprodução animal, porque isto não tem nenhuma aplicação prática na sua vida profissional.
Nas Forças Armadas Brasileiras não temos super soldados especializados em pilotar aviões, dirigir carros de combate ou conduzir navios de guerra. Cada instituição militar cumpre a mesma missão de manter a Soberania Nacional, mas de forma totalmente independente.

A especialização de policiais em bombeiros (e vice-versa) aconteceu no Brasil até a Constituição de 1988. O absurdo brasileiro foi corrigido e estas atividades foram desmembradas também pelas Constituições Estaduais de 1989, marcando a independência dos Corpos de Bombeiros Militares estaduais em todo o País.
As Polícias Militares mais tradicionais resistiram à mudança, por isto só São Paulo e o Rio Grande do Sul ainda mantêm esta situação inalterada, apesar dos vários movimentos insurgentes. Insistem na idéia, mesmo sabendo que o mais antigo Bombeiro brasileiro, o do Rio de Janeiro, foi criado independente no ano de 1856. A Bahia e o Paraná já estão em fase avançada de desmembramento.
Este atrelamento à Brigada Militar traz problemas ao Corpo de Bombeiros, com especial destaque à seleção, ao treinamento, aos equipamentos, às técnicas e táticas de salvamento e ao combate ao incêndio.
A seleção não distingue quem tem aptidão para ser bombeiro ou policial militar. Ela mata sonhos porque não é mais possível escolher uma das duas profissões. Quem ingressa na Brigada Militar o faz para ser seu Soldado e servir em qualquer unidade (de policiamento ou de bombeiro) do Rio Grande do Sul. O Soldado que vai servir nos bombeiros não precisa saber nadar. Não faz parte dos pré-requisitos para ser Soldado da Corporação. Como ele vai salvar vidas em perigo nas enchentes, nos rios ou no mar? Talvez isto explique porque 70% dos salva-vidas dos litorais norte e sul são policiais militares que durante quatro meses deixam suas cidades desprotegidas para exercer uma função estranha a sua atividade diária. Em números reais seriam quase 1.200 homens.
Os currículos dos soldados de policiamento e bombeiros foram unificados. Mais de 70% do conteúdo do Curso de Básico de Formação do Soldado Bombeiro é matéria de policiamento. O bombeiro aprende sobre fiscalização de trânsito, mas não recebe nenhuma instrução sobre Defesa Civil. Aprende a atirar, mas não sabe fazer um rapel. Aprende sobre sociologia do crime, mas desconhece como se faz uma respiração cardiopulmonar.
Precisamos corrigir este erro histórico. O modelo de Polícia Militar de 1988 terminou naquele ano. O Corpo de Bombeiros do RS esta atrasado nesta evolução há 24 anos, motivo pelo qual carrega o título de pior bombeiro do país.
Para ilustrar ainda mais estes desencontros profissionais saiba o leitor que atualmente todos os mergulhadores (homens-rãs) são policiais militares, atuando nas unidades de bombeiros em mais um gritante desvio de função. São proibidos por lei de atuarem nos sinistros e nos salvamentos, pois não tem preparo profissional pra tanto. Apesar disto são homens e mulheres abnegados, que mergulham nas frias águas gaúchas, sem equipamento adequado, na maioria particular ou emprestado, pois o órgão “responsável” pela logística da Corporação entendeu que não era prioridade, mesmo depois de insistentes pedidos formais, ou seja, cada um que se vire com o que tem.
No ano passado foram investidos 157 milhões de reais no policiamento e um pouco mais de 3 milhões nos bombeiros. Este valor equivale a 2% do investimento total. A falta de orçamento próprio acumula as razões da separação. A Brigada Militar, a cada ano, devolve cerca de 10 milhões de reais aos cofres públicos por falta de projetos que justifiquem o seu gasto. Com esta sobra os bombeiros poderiam comprar 40 caminhões no primeiro ano de emancipação.
Logo, a minha obviedade chega ao clímax. A Brigada Militar é uma Polícia Militar que realiza policiamento ostensivo fardado, onde o serviço de bombeiro é estranho a esta profissão. Não são antagônicos, mas também não se completam. É um ofício dentro do outro. Quem tem duas coisas pra fazer ao mesmo tempo só tem uma saída: ou faz as duas tarefas de qualquer jeito ou deixa uma em segundo plano para se dedicar à mais urgente. Por isto que a Brigada prioriza o policiamento. É assim que faz, fez e fará. É uma lógica imutável.
Não salvamos mais vidas e não preservamos mais bens por falta de políticas públicas nesta área. A Brigada Militar sempre priorizou o policiamento e cada vez mais deve fazê-lo, pois é uma Polícia Militar que tem esta pesada tarefa constitucional e não podemos condená-la por isto. Faz o que tem que fazer.
Portanto, separar o Corpo de Bombeiros da Brigada Militar é a mais coerente atitude de um administrador e deve ser apoiado por todos. A Brigada Militar não ficará menor e o Corpo de Bombeiros se fortalecerá, melhorando a prestação dos seus serviços à comunidade gaúcha. Já é assim em 25 Estados brasileiros. Desafio alguém mostrar que a população perdeu com esta moderna administração da Segurança Pública nos outros Estados da Federação.
Separar o Corpo de Bombeiros da Brigada Militar significa melhorar a Segurança Pública no Estado do Rio Grande do Sul.

Autor:
DANIEL DA SILVA ADRIANO
Tenente-Coronel RR da Brigada Militar
sammuellacker@hotmail.com.br

terça-feira, 19 de julho de 2011

Bombeiros esperam pela desvinculação

Grupo de trabalho vai discutir o desmembramento da Brigada Militar


Combate ao fogo é apenas uma das
atribuições do Corpo de Bombeiros
Crédito: ALEXANDRE MENDEZ / CP MEMÓRIA
Os bombeiros aguardam ainda a instalação do grupo de trabalho que discutirá a desvinculação da corporação da Brigada Militar. Em junho, por meio do gabinete digital, o governador Tarso Genro abriu a possibilidade de discussões sobre a separação das duas instituições. Conforme o coordenador-geral da Associação dos Bombeiros dos Estado do RS (Abergs), soldado Ubirajara Pereira Ramos, houve uma reunião há e dez dias, mas não foi definido quem serão os integrantes do grupo de trabalho.

"Na semana que vem, vamos fazer novo contato com o governo para ver como está o andamento do assunto", disse Ramos. Enquanto isso, os integrantes da Abergs continuam com a mobilização, para conscientizar a população sobre a importância da desvinculação. Segundo Ramos, estão sendo feito palestras em universidades, e contatos com entidades de classe, como a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional RS, o Conselho Regional de Agronomia, Arquitetura e Engenharia (Crea), Famurs, entre outros. "As pessoas têm se mostrado favoráveis à nossa reivindicação", garantiu. "Estamos em contato também com os deputados estaduais, pois a desvinculação deverá ser votada na Assembleia, apesar do projeto partir do Executivo", lembrou Ramos.

O coordenador da Abergs lembrou que a população ainda desconhece alguns dos trabalhos do Corpo de Bombeiros. O mais conhecido é o combate a incêndios, mas em várias ocorrências os bombeiros são acionados. Ramos ressalta que a corporação possui o trabalho de prevenção a incêndios, por meio de vistorias nas construções. "Atuamos em ocorrências de busca e salvamento e no resgate de feridos em acidentes de trânsito", nominou, citando ainda as atividades de Defesa Civil, "às quais estamos cada vez mais presentes". Os números de ocorrências atendidas pelos bombeiros comprovam a versatilidade da corporação.

Segundo dados da BM, apenas no quesito salvamento foram 5.787 ocorrências atendidas por bombeiros, em todo o RS, no primeiro semestre deste ano. Uma mostra de que a responsabilidade da instituição não se restringe apenas a combate a incêndios ou resgates, mas a várias atividades. De janeiro a junho, os salvamentos efetuados pelo Corpo de Bombeiros foram relativos a fraturas (495 casos); atendimento a gestantes (183); mal súbito (2,3); salvamento de pessoas presas em altura (118); presas no elevador (75); nas ferragens, durante acidentes (203); salvamento ou resgate de corpos em mar, rio, poço (57), veículos (2,7 mil).


Matéria publicada no Correio do Povo do dia 16/7/2011

terça-feira, 12 de julho de 2011

A SOCIEDADE GAÚCHA QUER QUAL BOMBEIRO?

Assista ao vídeo abaixo, referente ao Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, independente da Polícia Militar, desde o ano de 2003, e saiba o porquê da desvinculação de nosso Corpo de Bombeiros da Brigada Militar e os benefícios com que a comunidade gaúcha contará com um bombeiro independente.



O QUÊ OS BOMBEIROS GAÚCHOS QUEREM?

Os Bombeiros gaúchos querem ser independentes como prevê a Constituição Federal desde 1988.

Querem que o Estado se estruture para atender melhor os municípios gaúchos e que não ocorram desperdícios de verbas públicas devido ao fato de estarem subordinados a uma estrutura de polícia ostensiva (Brigada Militar).

Queremos prestar um serviço de qualidade à sociedade gaúcha.

O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, após a separação em 2003, utilizando um projeto de desvinculação elaborado pelo RS no ano de 2000, é hoje referência nacional.

Ainda restam dúvidas quanto aos benefícios da desvinculação?

ENTÃO, QUAL O MELHOR CORPO DE BOMBEIROS PARA A SOCIEDADE GAÚCHA?

O modelo atual de formação policial, onde policiais militares(brigadianos) atuam em atividade de bombeiro, ou o modelo dos demais Estados, como o de Santa Catarina onde a atividade de bombeiro é realizada por profissionais formados em 100% na atividade fim.

Caso, algum gaúcho encontre aqui no RS, uma estrutura de Bombeiro tão boa e eficiente quanto à de Santa Catarina, nos avise.

Fonte: www.abergs.org.br

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Desmembrar o Corpo de Bombeiros da Brigada é pensar no cidadão!

...do território gaúcho tem cobertura dos Bombeiros
Por Adeli Sell*


Acredito que muitos leitores desconhecem o fato de que os Bombeiros do nosso Estado existem moral, ativa e factualmente, mas não legalmente. Apesar de ser uma atividade única, ímpar e específica, a corporação não tem identidade. São Policiais Militares com especialidade em prevenção e combate a incêndios.

Para ser um bombeiro, o sujeito destina apenas 30% de seu aprendizado à atividade específica de prevenção e combate a incêndios, sendo o restante voltado às atividades policiais e militares. Este é um dos fatores – e na minha opinião o principal – que respalda a minha defesa de desvinculação dos Bombeiros da Brigada Militar, pois uma formação específica para a área qualificaria os serviços prestados.

O policial militar tem que entender de segurança pública. Sabemos que o serviço prestado por eles é extremamente necessário e também tem seus problemas, mas não podemos permitir que uma corporação com filosofia e doutrina policial administre outra totalmente distinta, pois pela lógica, é claro que ela irá priorizar a sua atividade fim.

Os Bombeiros precisam ter conhecimentos específicos necessários para a realização das suas atividades, como entender de catástrofes; combate ao fogo; salvamento de vidas em incêndios e enchentes. Bombeiro tem que ter conhecimentos técnicos em construções. Tem que ter noções essenciais sobre todos os tipos de inflamáveis, gases, derramamento de combustíveis, ventos e águas violentas. Isto tudo exige conhecimentos de engenharia, arquitetura, química, física, por exemplo. É por isso que me pergunto: de que adianta a um bombeiro ser um exímio atirador? De que adianta a um bombeiro ser um craque em defesa pessoal?

Nosso Corpo de Bombeiros está sucateado e hoje seus servidores estão presentes em apenas 19% do território gaúcho. Ou seja, existem mais de 400 municípios que não possuem serviços de Bombeiros. O processo de desvinculação já ocorreu em boa parte do Brasil, e mundialmente os Bombeiros são independentes, não há lógica ou explicação técnica para a manutenção da entidade na formação que está.

Não poderíamos deixar passar o 2 de julho sem pautar este debate. Pois no País, só restam dois Estados da Federação com bombeiros vinculados ao Comando de sua Polícia Militar e se compararmos eles aos Estados em que foi feito o desmembramento, todos, sem exceção, tiveram avanços sem precedentes, seja na formação específica, quanto no caso da sua estrutura física.

Desvincular o Corpo de Bombeiros de uma hierarquia complexa e desconexa é imprescindível para o segmento. Formar homens e mulheres para a Defesa Civil, e para as múltiplas ações que o Corpo de Bombeiros trata e pode tratar, é também fundamental.

Não foi fortuito, por fim, que este tema foi o primeiro e mais solicitado ao governo do Estado no seu Gabinete Digital.

Adeli Sell é vereador e presidente do PT-POA