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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Aprovado PL 346/11 Bombeiros foram discriminados

No dia 22/11/2011 a Assembléia Legislativa aprovou a PL 346/11 que criou 2.800 vagas de 3º Sargentos (Sgt) para a Brigada Militar, sendo 180 (6,45%) para os Bombeiros e 2.620 (93,55) para o Policiamento.

No momento que este projeto foi protocolado na Assembléia a ABERGS mobilizou-se juntamente com os colegas Franco, de Santa Cruz do Sul e o colega Guedes, de Lagoa Vermelha para que esta PL fosse corrigida pelo governo ou pelo legislativo, dando aos bombeiros as vagas que LEGALMENTE, se faz jus.

Foram enviados estudos comprovando o erro na divisão de vagas (conforme noticiado no site da ABERGS em 18/10/2011) ao Gabinete do Governador, Casa Civil e Secretaria de Justiça, além de contatos com Deputados Estaduais relatando a injustiça eu iria se concretizar. 

No dia da votação a ABERGS se fez presente na Assembléia no início da manhã através de seu Coordenador Adjunto Florisbelo Dutra. Ao entrar em contato com Deputado Altemir Tortelli e sua assessoria, foi informado a ABERGS que segundo o assessor para assuntos legislativos da Casa Civil César Martins o governo apresentaria um substitutivo corrigindo para 14% das vagas de Bombeiros a serem criadas. 

A PL 346/11 estava na pauta para ser o primeiro projeto da sessão a ser votado. Dutra se fez presente no plenário para confirmar a apresentação do substitutivo e acompanhar a votação. Antes da votação o Deputado Tortelli, o assessor da bancada do PT José Gomes e o assessor da Casa Civil César Martins confirmaram que o substitutivo estava protocolado e iria à votação. 

Pouco antes da votação da PL e do substitutivo verificamos a presença de Leonel Lucas presidente da ABAMF no plenário expondo com veemência uma argumentação com os deputados. Diante da situação, Dutra se dirigiu a Lucas para tratar da PL. Lucas relatou que estava argumentando aos deputados que o substitutivo prejudicava sua classe e que não seria contra se o governo aumentasse 3081 vagas de 3º Sgt para não tirar as vagas do policiamento e atender os Bombeiros. Em seguida aproximou-se o deputado Ricardo Santini e relatou que o governo e os deputados não poderiam acrescer mais vagas, ou era o projeto original ou o substitutivo. A ABERGS argumentou ao deputado que com a retirada do substitutivo os maiores prejudicados seriam os Bombeiros. Após o deputado retirou-se sem dizer que iria acontecer. Continuando a conversa com Lucas argumentamos a que a PL estava prejudicando os Bombeiros na divisão proporcional das vagas por erro de quem as calculou. Afirmamos a Lucas que o policiamento não possuía a expectativa das vagas que não faziam jus e que as mesmas seriam dos Bombeiros por questão de justiça e de direto. Embora reconhecesse a injustiça, Lucas disse que o policiamento não poderia ser “prejudicado”.

Antes da votação do substitutivo o deputado Santini levou aos deputados a reivindicação da ABAMF. No momento em que o presidente da Assembléia colocou em votação o substitutivo a PL 346/11 o deputado Santini se manifestou dizendo que por acordo os deputados decidiram retirar o substitutivo e só votar a PL original. Diante desta manifestação o presidente retirou o substitutivo e colocou em votação a PL 346/11 a qual foi aprovada por unanimidade e selou de vez a maior injustiça com os Bombeiros até o momento.

Após, a ABAMF através do presidente Lucas reconheceu que os Bombeiros foram injustiçados e se colocou a disposição da ABERGS para em conjunto ir ao governo na busca das vagas que são de direito dos Bombeiros. 

Posteriormente a ABERGS conversou com o representante da Casa Civil César Martins reconheceu a injustiça e que a intenção do governo era corrigir o erro, porém não conseguiu concretizá-la. César Martins se comprometeu a agendar uma reunião com a secretária adjunta da Casa Civil para tratar das vagas para os Bombeiros, reafirmando que os Bombeiros não serão prejudicados.

Diante do relatado, aguardaremos que o Governo e a Assembléia Legislativa corrijam tamanha injustiça com os Bombeiros. Esperamos que aconteça em breve, caso contrário a ABERGS mobilizará os Bombeiros em um movimento visando reparar esta injustiça e na busca da valorização de nossa classe.

Para concluir, como historicamente acontece aos Bombeiros, mais uma vez foram discriminados, tratados como uma subclasse profissional, nossos direitos foram preteridos em relação à outra classe profissional, independente de ser justo e legal. O nosso sentimento de indignação não é por apenas perdemos as vagas que fizemos jus, mas é principalmente pela forma como fomos tratados, ou seja, IGNORADOS, DISCRIMINADOS E DESVALORIZADOS!

A ABERGS vai seguir na luta para defender o que é dos Bombeiros por direito e por justiça. Mais do que uma injustiça esse episódio reafirmou que a DESVINCULAÇÃO DOS BOMBEIROS DA INSTITUIÇÃO BRIGADA MILITAR é necessária e irreversível. É com a DESVINCULAÇÃO que nós Bombeiros seremos reconhecidos como uma classe profissional que presta relevantes serviços a sociedade gaúcha conquistando nossa IDENTIDADE E DIGNIDADE.

Texto extraído do Facebook da Abergs 

Tenho total concordância e creio que isso só irá se resolver com a separação dos Bombeiros, coisa que parece que nosso governo não quer. Chega de baixar a cabeça para esses oficiais.


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Nova enquete

O Buracos da Baltazar está novamente realizando uma enquete sobre a separação dos Bombeiros.

Na última que realizamos, a pergunta era: "Você é a favor ou contra a separação do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar".

A resposta foi de 92,78% favoráveis a separação.

Nesta nova edição, estamos perguntando se você acha que o Governo Tarso irá realizar a separação.

As opções de resposta são:

SIM, porque a separação é melhor para a sociedade
SIM, porque o governador não irá aguentar a pressão
NÃO, porque não mudará nada
NÃO, porque quem manda no RS é a Brigada Militar

Vote, participe, a enquete está disponível na coluna lateral.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Saiba um pouco mais porque a desvinculação dos Bombeiros é melhor para o RS

clique nas imagens para ampliar
Nos últimos nove anos a defasagem entre ingresso e saída da corporação (bombeiros) chega a 245 servidores, conforme quadro acima.

Este quadro demonstra o desperdício de dinheiro público.
Se vai trabalhar como bombeiro, para que ter aula de policial?

Investimentos Polícia x Bombeiros

Em 70 anos a população de Porto Alegre cresceu em mais de 1 milhão e duzentos habitantes, enquanto o Corpo de Bombeiros teve o acréscimo de apenas nove servidores no mesmo período.

Estudos mundiais comprovam que há mais pessoas mortas em incêndios do que em crimes como o latrocínio. No RS não é diferente. 




Bombeiros vão à Câmara de Vereadores

Bombeiros defendem desvinculação da Brigada Militar

Ubirajara apresenta o tema desvinculação
Por proposição do vereador Adeli Sell, o coordenador-geral da Associação de Bombeiros do RS (Abergs), Ubirajara Pereira Ramos, defendeu hoje (13/12) a desvinculação do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar. Segundo ele, a separação trará benefícios para os bombeiros, para a BM e para a sociedade. Citou como exemplo o estado de Santa Catarina, que, após a desvinculação, melhorou de forma expressiva o serviço prestado à sociedade. "Em SC, desde 2003, quando houve a separação, o número de quartéis dos bombeiros passou de 35 para 115 em 2010. Temos de decidir se continuaremos parados no tempo ou evoluímos como os demais bombeiros do mundo."

Ubirajara disse que atualmente apenas quatro estados brasileiros ainda mantêm os bombeiros subordinados à Polícia Militar: Bahia, Paraná, São Paulo e RS. Conforme ele, Bahia e Paraná devem desvincular os serviços no próximo ano. "A Constituição Federal, em seu artigo 144, determina que as funções e bombeiros não podem se subordinar à PM." A separação resultaria em gestão específica, concurso exclusivo para bombeiros e maior integração com serviços como o Samu, afirmou Ubirajara ao ocupar a Tribuna Popular da Câmara Municipal de Porto Alegre. 

Bombeiros acompanham a Trubuna Popular na CMPA

Atualmente, observou o coordenador da Abergs, o Corpo de Bombeiros sofre economicamente por estar subordinado à PM. "Nos últimos quatro anos, a BM recebeu 19 mil viaturas. Deste total, apenas nove (caminhões) foram destinados aos bombeiros." Apresentou ainda outros números que, conforme ele, poderiam ser melhorados se houvesse a separação. "Nas 496 cidades gaúchas, só 93 têm bombeiros (19% dos municípios do RS). Nos últimos 30 anos, foram construídos apenas três quartéis na Capital, que hoje possui nove unidades, sendo que duas delas estão fechadas por falta de efetivo. Na Capital, há apenas duas escadas magirus, doadas pela Alemanha na década de 70, e só uma delas funciona."
Vereador Adeli proponente da Tribuna e Ubirajara 

Fonte: Marco Aurélio Marocco/CMPA
Fotos: Elson Sempé Pedroso

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Fórum de Justiça e Segurança recebe Associação de Bombeiros

Foto: Sd Marli / 20°BPM
O Fórum de Justiça e Segurança do Eixo Baltazar discutiu nesta quinta-feira (9/12) o tema da desvinculação dos Bombeiros da Brigada Militar. Além da Associação de Bombeiros do Rio Grande do Sul (ABERGS), estavam presentes o sub-comandante do 20° BPM Major Baiser, o delegado Pedro de Oliveira Álvares, da 18° DP, conselheiros do OP, lideranças comunitárias e servidores do Corpo de Bombeiros.
Ubirajara Pereira Ramos, coordenador geral da ABERGS, apresentou a proposta de separação de separação dos Bombeiros da Brigada Militar e seus benefícios. Colocou as deficiências atuais e históricas da corporação e comparou com outros Estados brasileiros em que a desvinculação da Polícia Militar já se efetuou.
O coordenador do FRJS do Eixo Baltazar, Rodney Torres, informou que enviou convite ao Comando da Brigada Militar para discutir o tema. Foi informado pelo Coronel Batista que a BM não discute a questão dos Bombeiros e que não iria ser enviado representante para a reunião.
O Fórum tirou como encaminhamento após votação, o envio de relato da discussão ao Conselho Municipal, expressando o apoio irrestrito a favor da desvinculação. Levará também essa discussão ao Fórum de Delegados do Orçamento Participativo. Será entregue ao governador eleito Tarso Genro, documento com propostas e reivindicações para a região na área da segurança pública e prevenção à violência.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Desvinculação dos Bombeiros, enfim, começa a ganhar espaço na mídia

Coluna de Wanderlei Soares, Jornal O Sul 02/12/2010

Polícia e bombeiros.


Na Brigada Militar, o divórcio dela com o Corpo de Bombeiros é tratado como um tabu.


         O Fórum Regional de Justiça e Segurança da Região Eixo Baltazar discutirá no dia 9 de dezembro, às 19h, no Centro Vida (avenida Baltazar de Oliveira Garcia, 2.132), a proposta de separação do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar. Atualmente apenas quatro Estados no Brasil (RS, PR, SP e BA) ainda tem os bombeiros atrelados à polícia militar. Esse projeto já esteve em andamento aqui no Estado em 2000, mas foi esquecido. A Associação dos Bombeiros do RS tem feito essa discussão com as comunidades através do Conselho Municipal de Justiça e Segurança e seus fóruns nas regiões de Porto Alegre. O Conselho e os fóruns regionais existem na Capital desde 2003. Criados por lei municipal, esses espaços tem a competência de discutir e propor políticas públicas para a área. São compostos pela sociedade civil, instituições do Estado e do município e a Polícia Federal. Na Brigada Militar, este tema sempre foi considerado um tabu, e brigadianos que arriscam defender a separação, democraticamente, estão sujeitos à punição. De fato, bombeiro não exerce funções de policial, entendimento que existe nas sociedades mais avançadas do planeta.




Ouça aqui a matéria veiculada no Chamada Geral da Rádio Gaúcha
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=153100&channel=232