Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Câmara de Vereadores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Câmara de Vereadores. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Bombeiros vão à Câmara de Vereadores

Bombeiros defendem desvinculação da Brigada Militar

Ubirajara apresenta o tema desvinculação
Por proposição do vereador Adeli Sell, o coordenador-geral da Associação de Bombeiros do RS (Abergs), Ubirajara Pereira Ramos, defendeu hoje (13/12) a desvinculação do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar. Segundo ele, a separação trará benefícios para os bombeiros, para a BM e para a sociedade. Citou como exemplo o estado de Santa Catarina, que, após a desvinculação, melhorou de forma expressiva o serviço prestado à sociedade. "Em SC, desde 2003, quando houve a separação, o número de quartéis dos bombeiros passou de 35 para 115 em 2010. Temos de decidir se continuaremos parados no tempo ou evoluímos como os demais bombeiros do mundo."

Ubirajara disse que atualmente apenas quatro estados brasileiros ainda mantêm os bombeiros subordinados à Polícia Militar: Bahia, Paraná, São Paulo e RS. Conforme ele, Bahia e Paraná devem desvincular os serviços no próximo ano. "A Constituição Federal, em seu artigo 144, determina que as funções e bombeiros não podem se subordinar à PM." A separação resultaria em gestão específica, concurso exclusivo para bombeiros e maior integração com serviços como o Samu, afirmou Ubirajara ao ocupar a Tribuna Popular da Câmara Municipal de Porto Alegre. 

Bombeiros acompanham a Trubuna Popular na CMPA

Atualmente, observou o coordenador da Abergs, o Corpo de Bombeiros sofre economicamente por estar subordinado à PM. "Nos últimos quatro anos, a BM recebeu 19 mil viaturas. Deste total, apenas nove (caminhões) foram destinados aos bombeiros." Apresentou ainda outros números que, conforme ele, poderiam ser melhorados se houvesse a separação. "Nas 496 cidades gaúchas, só 93 têm bombeiros (19% dos municípios do RS). Nos últimos 30 anos, foram construídos apenas três quartéis na Capital, que hoje possui nove unidades, sendo que duas delas estão fechadas por falta de efetivo. Na Capital, há apenas duas escadas magirus, doadas pela Alemanha na década de 70, e só uma delas funciona."
Vereador Adeli proponente da Tribuna e Ubirajara 

Fonte: Marco Aurélio Marocco/CMPA
Fotos: Elson Sempé Pedroso

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Operação abafa contra instalação da CPI do Projovem

Um grupo de onze vereadores da Câmara Municipal de Porto Alegre divulgou nota oficial na tarde desta quarta-feira manifestando preocupação com a “operação abafa” em curso para impedir a instalação da CPI do Projovem no Legislativo municipal. Após a troca de acusações entre os vereadores Mauro Zacher (PDT) e Juliana Brizola (PDT) na segunda-feira, com acusações mútuas de formação de quadrilha para desviar recursos do programa na prefeitura de Porto Alegre, as lideranças do governo municipal entraram em ação para tentar sepultar a CPI. Valeram-se, para tanto, da redação apressada do pedido de instalação da CPI, entregue por Juliana Brizola na segunda-feira, argumentando que ele “não apresenta um fato determinado”. Diante disso, o grupo de vereadores da oposição divulgou nota com o seguinte teor:

Nós, vereadores da Câmara Municipal de Porto Alegre, preocupados com a divulgação, pelos meios de comunicação, de uma provável “operação-abafa” em relação ao requerimento formulado pela vereadora Juliana Brizola – adendado pelo vereador Mauro Zacher – , queremos manifestar o seguinte:

- A Câmara Municipal de Porto Alegre tem uma longa história de respeitabilidade e, nesse momento, somos os fiadores dessa trajetória;

- O instituto da CPI é definido, constitucionalmente, como instrumento da minoria e, no caso em questão, a CPI já conta com a assinatura da maioria dos parlamentares;

- Entendemos que devem ser apuradas e investigadas as irregularidades apontadas em TODAS as gestões da Secretaria Municipal da Juventude;

- Não julgamos correto, neste momento, qualquer recuo no sentido de barrar a instalação da CPI, tanto quanto avaliamos como inaceitável a tentativa de colocar “panos quentes” sobre o assunto. Neste sentido, independentemente de qualquer questão formal, e apesar de os documentos serem desconexos, nós, vereadores, pedimos uma CPI para averiguar desvios de recursos na Secretaria Municipal de Juventude em todo o período.

- De acordo com o artigo 68 do Regimento Interno da Câmara Municipal de Porto Alegre, bastam 12 (doze) assinaturas para que uma CPI seja instalada de imediato – número amplamente superado no requerimento original.

Pelo exposto, exigimos que a CPI para investigar as denúncias de irregularidades na Secretaria Municipal de Juventude seja instalada de imediato.

Maria Celeste (PT), Engenheiro Comassetto (PT), Adeli Sell (PT), Mauro Pinheiro (PT), Sofia Cavedon (PT), Aldacir Olibini (PT), Carlos Todeschini (PT), Pedro Ruas (PSOL), Fernanda Melchiona (PSOL), Juliana Brizola (PDT) e Airto Ferronato (PSB).

Foto: Vereadores da oposição querem instalação da CPI (Lucia Stumpf/CMPA)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Câmara ouve o Rubem Berta

Melhorias no transporte, na saúde e na infraestrutura foram as principais reivindicações apresentadas pela comunidade do Rubem Berta e do Jardim Leopoldina na sessão especial do projeto Câmara Itinerante, realizada pela Câmara Municipal de Porto Alegre nesta terça-feira (16/11). "Nossa região tem carências nas áreas de saúde, saneamento básico, iluminação e transporte", disse Cleusi Coelho da Rosa, morador do bairro e primeiro a falar aos vereadores sobre as necessidades da região. "Tivemos aqui uma aula de cidadania. A comunidade foi exemplar ao fazer as reivindicações da forma como devem ser feitas. E todas as demandas feitas aqui chegarão aos órgãos competentes", disse o vereador Mário Manfro (PSDB), que presidiu a sessão. 

Cleusi também reclamou de alagamentos na avenida Adelino Ferreira Jardim, especialmente no cruzamento com a Sargento Silvio Delmar Hollembach. Pediu ainda a retomada do trajeto antigo da lotação que serve ao bairro e que passava pela Adelino. "Era o único transporte para os moradores da área. Outra solicitação feita por ele foi de que a linha T-6, da Carris, circule pela "ferradura" para evitar que as pessoas tenham de caminhar demais para pegar um ônibus. 

Carmen Lopes, conselheira tutelar da microrregião 10, disse que os problemas mais urgentes do Jardim Leopoldina, que fica ao lado do Rubem Berta, são o mato alto em um terreno baldio em frente ao posto de saúde do GHC e a falta de infraestrutura administrativa no CT instalado no Centro Vida. Carmen reivindicou também a instalação de mais banheiros na praça do Leopoldina, pois só há um disponível para a comunidade.

Zuma Fernandes Gonçalves, moradora do núcleo 10, pediu providências da Prefeitura sobre grade colocada na calçada em avenida da região por uma igreja. "A grade está em cima da calçada e as pessoas não têm como passar." Reclamou também de bares que colocam mesas nas calçadas dificultando a passagem dos moradores.

José Renato Lopes, da Comissão de Transporte do Eixo Baltazar, defendeu melhorias no transporte no Jardim Leopoldina. Segundo ele, hoje o bairro não tem mais lotação. "As lotações agora apenas passam pelo Leopoldina. E passam lotadas." Convidou a comunidade a participar, no próximo dia 22, de reunião com a EPTC, no Centro Vida, para tratar deste e de outros problemas sobre transporte na região."

Norma Silveira, da Associação dos Moradores do Rubem Berta (Amorb), disse que a principal reivindicação do núcleo 20, onde mora, é a colocação de asfalto nas ruas. "Além de asfalto, precisamos de segurança, principalmente à noite." Naide Toledo Lopes, do núcleo 34, igualmente pediu asfalto, fiscalização sobre calçadas com degraus e atuação da EPTC contra motoristas que colocam os carros em cima das calçadas e obrigam os pedestres a andar pelo meio da rua na avenida Martim Félix Berta.

Associado da Amorb, Claudio Martins disse que o grande problema do bairro hoje é a droga disseminada entre os jovens. Pediu políticas públicas que protejam a juventude deste problema. "Vejo jovens de quem cortei o cabelo quando eram crianças hoje irreconhecíveis por causa da droga. É muito triste." Pediu também mais médicos nos postos de saúde e mais ruas asfaltadas.

Representando o Fórum Regional de Justiça e Segurança, Rodney Torres cobrou da Prefeitura a presença nas reuniões do fórum. Reivindicou a instalação de um posto dos Bombeiros na região, prometido quando da construção do sambódromo e nunca cumprido. Criticou também a possibilidade de construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no Triângulo da Assis Brasil. "A UPA havia sido prometida para o Centro Vida e agora querem levar para o Triângulo. E ainda querem construi-la em cima de uma área de preservação permanente."

Luis Berres, morador do Bairro Mário Quintana, pediu abertura da Avenida Martim Félix Berta à esquerda no entroncamento com a Baltazar de Oliveira Garcia, permitindo o acesso ao Centro. "A abertura para ir ao Centro pela Martim evitará que carros e caminhões passem pelo meio do Leopoldina." Defendeu ainda um corredor de ônibus na Protásio Alves, entre a Manoel Elias e a Saturnino de Brito.

O vereador Paulinho Rubem Berta (PPS), que se manifestou apenas como representante da comunidade, disse que há muito a se fazer para melhorar o Rubem Berta, mas salientou que a união da comunidade tem garantido melhorias para a população da área. "Desde 1987, quando o bairro foi ocupado, trouxemos ônibus, postos de saúde, pavimentação de ruas e, mais recentemente, um ginásio de 900 metros quadrados." Neste ano, observou, três núcleos (4, 6 e 27) ganharam asfalto. "Hoje, a associação de moradores causa orgulho na comunidade, pois tem cursos de informática, padaria e costura."

A sessão foi realizada no salão da Paróquia Madre Teresa de Calcutá e teve as presenças dos vereadores Fernanda Melchionna (PSOL), Mauro Pinheiro (PT), Sofia Cavedon (PT), Dr. Raul Torelly (PMDB) e Paulinho Rubem Berta (PPS).

Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Câmara de Vereadores de Porto Alegre estará no Rubem Berta

A Câmara de Vereadores de Porto Alegre, dando continuidade as Sessões Especiais Itinerantes, estará no dia 16 de novembro, às 18h30min na Paróquia Madre Tereza de Calcutá, Cohab Rubem Berta ouvir a comunidade.

Temas sobre Educação, Segurança, Saúde, Habitação, Transporte, Acessibilidade, Saneamento Básico entre outros serão assuntos desta ouvida.

Temos o direito e o dever de pautar os vereadores sobre temas que envolvem a prefeitura e que tanto nos afligem.

Participe!!!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Comerciantes rejeitam terceirização do Otávio Rocha

TRIBUNA POPULAR

O presidente da Associação Representativa e Cultural dos Comerciantes do Viaduto Otávio Rocha (Arccov), Adacir José Flores, apelou aos vereadores, na sessão desta segunda-feira (16/8), para que apoiem o processo de restauração e de preservação do viaduto. A Arccov sugeriu a aprovação de um fundo para manutenção do monumento, cujo projeto está em tramitação na Casa.


Foto Livia Stumpf
Flores também criticou a tentativa da Prefeitura de, segundo ele, privatizar o viaduto, removendo dali o comércio tradicional do local. "O apoio desta casa e da sociedade e, principalmente, a sensibilidade do prefeito José Fortunati são fundamentais para preservação deste importante monumento histórico da cidade", afirmou o dirigente da associação ao ocupar a Tribuna Popular da Câmara Municipal de Porto Alegre.

Flores criticou a posição do secretário municipal da Produção, Indústria e Comércio, Valter Nagelstein, que "vem pregando sistematicamente a defesa da terceirização do Otávio Rocha". Conforme o presidente da Arccov, as afirmações errôneas do secretário atingem a credibilidade e a imagem dos permissionários que atuam no local. "E sabemos muito bem qual é a finalidade disso. Mas não seremos massa de manobra de aventureiros e políticos sem escrúpulos."

O conselheiro da Associação de Moradores do Centro, arquiteto Ibirá Santos Lucas, também reclamou da falta de diálogo com a sociedade sobre o futuro do viaduto. Para ele, a solução do problema não pode ser decidida por tecnocratas dentro de um gabinete. "Os órgãos representativos da sociedade têm de ser consultados." Observou que o viaduto possui forma arquitetura única, rara no mundo, e tem um forte apelo turístico. Ibirá apoiou a criação de um fundo de manutenção, com a criação de uma capatazia com funcionários qualificados para executar a manutenção do monumento.

Lideranças
(...)
Conforme Adeli Sell (PT), é preciso buscar uma solução conjunta, cobrando ações do Executivo, para a manutenção do Otávio Rocha. "Hoje, falta segurança, limpeza, iluminação além da má conservação. O Viaduto nunca foi seguro e nos últimos tempos piorou muito", disse. “Precisamos incluir nos roteiros turísticos o visita ao Viaduto, mas com segurança e higiene”, completou. Sell sugeriu uma visita oficial dos vereadores com o Instituto do Patrimônio Histórico (IPH) e com o 9º BPB para que se tome uma solução rápida para o problema. (RT)

Do site da CMPA: Regina Tubino Pereira (ref. prof. 5607), Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062).

sexta-feira, 26 de março de 2010

Neuza Canabarro diz: "Agora é a vez do Tarso"

Íntegra das notas taquigráficas da sessão de ontem (25/3), na CMPA, onde a vereadora Neuza Canabarro cobrou a palavra e o caráter do Prefeito José Fogaça, sendo logo em seguida agredida e desrespeitada pelo Líder do Governo Valter Nagelstein, a chamando de amargurada, ingrata e leviana. E ainda sobrou pro Collares, que teria se vendido por um "saco de dinheiro"...

A SRA. NEUZA CANABARRO: Exmo. Sr. Presidente, Ver. Nelcir Tessaro; Sras. Vereadoras e Srs. Vereadores, funcionários desta Casa, eu diria que estou tendo a oportunidade, hoje - no dia em que o meu Partido, o PDT, sela uma aliança, um compromisso com o PMDB para apoio ao Governo do Estado -, de colocar a nossa posição - a minha, a do Collares e de muitos outros.
Em primeiro lugar, quando se escolhe um candidato, se escolhe pelo programa partidário, pelas ideias. Vejam bem, num Partido, temos as nossas diferenças, temos as nossas dificuldades. Mas nós temos o seguinte: nós temos sofrido muito dentro do Partido; não por esses que passam, mas pelas ideias. Então, o primeiro ponto, Ver. Toni Proença, que nos leva a ter dúvidas neste candidato. O candidato Fogaça, que eu admiro como um grande compositor; sua maior obra está sendo, neste momento, homenageada pelo Zaffari - “Porto Alegre é Demais”; sem dúvida alguma, é unanimidade. Agora, uma coisa que eu gosto de ver é o que se chama de caráter. Quando o Prefeito Fogaça - o compositor, o poeta, do velho PMDB - sai do PMDB, é porque este não mais lhe servia, e deveria ter fortes razões para isso. O que ele faz? Ele vai para o PPS! Surpreendentemente, porque nós somos românticos, porque a música nos empolga, ele se elege Prefeito de Porto Alegre - pela sua música, pelo bom-moço, pelo “Joãozinho-do- passo-certo”, elege-se Prefeito de Porto Alegre! E quando lhe era perguntado se ele iria sair do PPS, todos aqui sabem o que ele dizia na imprensa: “Não, eu não vou sair do PPS”. Um Vereador aqui me disse: “Ele disse para mim, ele não sai do PPS”. Voltou ao PMDB! Mas ele voltou para aquele que ele não queria mais?! Houve o quê? Uma reengenharia no PMDB? O que ocorreu? Ele voltou ao PMDB! Aí, eu já fico com as minhas dúvidas.
Outra: um ano e oito meses atrás, na AMRIGS - eu estava presente, o Collares estava presente -, num debate promovido pela RBS, perguntaram: “O senhor vai renunciar para o Governo do Estado?”. “Não, eu não vou.” Vejam bem! O Prefeito Tarso renunciou, e o povo gaúcho cobra: veio pedir o voto para quatro anos, fique até o fim! Isso tem que ser “cavalo-de-batalha”. Agora é a vez do Tarso, eu acredito. Por quê? Porque ele já penou pelo erro que cometeu. Então, aí está o segundo ponto: se disse que não ia renunciar e vai renunciar... Ele tinha compromisso com o povo; tem que pelo menos lembrar e dizer: “Estou revisando a minha ideia”. Todos podem revisar.
Outro aspecto: aquela colocação de dizerem para nós, pedetistas: “Vai nos dar a Prefeitura”. Vai dar nada! O Fortunati é o Vice, se ele faz uma opção de ser o candidato ao Governo, a Prefeitura é nossa; isso não se negocia, não é favor. Agora, no meu entendimento, isso é coação, isso é chantagem! Saturnino Braga prometeu ao Brizola que daria como Suplente, o Lupi; ele daria quatro anos; assinou em cartório o compromisso; quatro anos depois, não quis dar. O Brizola foi à Justiça, e sabem o que a Justiça disse? “Qualquer pessoa, no momento de uma eleição, cede a uma coação, a uma chantagem, portanto, ele não tem por que renunciar.” Então, isso aí é outra coisa de caráter que eu não gosto.
Outra: não houve reunião do Diretório: as cúpulas se reuniram e acertaram. Agora, tem muita gente descontente, a pesquisa da Zero Hora disse: 20 querem Fogaça, 21 querem Tarso, e 17 não querem se posicionar, por quê? É porque vão com o Partido? Por que não querem se posicionar? Saiam às ruas para verem.
E, após a eleição, nós vamos ver. Eu acredito que esse candidato não chegue ao segundo turno! (Palmas.)
Notas taquigráficas do pronunciamento do Valter (cortados os apertes)

O SR. VALTER NAGELSTEIN: Presidente, Ver. Nelcir Tessaro; meu querido amigo, a quem admiro muito, Vice-Presidente desta Casa, Ver. Mario Manfro, a quem penhoradamente agradeço a cessão do tempo.
Sei que o tempo de Grande Expediente é algo muito nobre para todos nós Vereadores, é um momento de que dispomos, de 15 minutos, é um espaço em que podemos falar a respeito de nossos Projetos, das nossas posições, dos nossos trabalhos. É extremamente generosa a oferta que faz o Ver. Mario Manfro cedendo seu tempo, pelo que, Ver. Mauro, meu apreço, meu agradecimento e meu abraço! De fato é comovente a indignação da oposição. Eu espero que a população de Porto Alegre esteja testemunhando, porque, graças a Deus, graças também aos milagres da tecnologia, nós dispomos hoje de uma TVCâmara, que leva, ao vivo, para quem quiser ver e para todas as pessoas, espetáculos protagonizados, Ver. Ervino, dessa pequena dimensão. O que quiseram fazer agora, Ver. Haroldo, nessa manobra baixa, rasteira, foi cassar o nosso sagrado direito de fala. Depois de uma tarde toda, de forma vil, de forma rasteira, terem atacado não só o Governo, mas a honra e a dignidade do Prefeito José Fogaça. E isso é inatacável. E é por isso que este Vereador, na condição de Líder do Governo, mas ao lado dele, tenho certeza, todos os 26 vereadores que compõem o nosso Legislativo levantam-se - Ver. DJ Cassiá, Ver. Mario Manfro, Ver. Dr. Raul, Ver. Dib, Ver. Luciano Marcantônio, Ver. Ervino Besson - porque todos nós, de forma indignada, mas de forma cidadã, queremos levantar o nosso brado da mais profunda repudia. É inaceitável, Ver. Mauro Pinheiro, V. Exa pode se irritar comigo, pode querer ter arroubos de vir na minha direção, não há problemas, mas lamento mais do que tudo, porque sei que V. Exa é um jovem Vereador, assim como eu, bem intencionado, que tenha caído nessa armadilha de tentar ceder às tentações do arroubo ditatorial e tentar cassar a palavra dos seus colegas. Espero que V. Exa, lá no fundo da consciência, e sei que vai fazer, num ato de contrição, se arrependa.
Mais abismado fiquei, Srs. Vereadores, com a fala, Ver. Ervino Besson, da 6ª Suplente do Partido Democrático Trabalhista, que tenho certeza, certeza absoluta, arraigada lá no mais recôndito da minha alma, que não é acompanhada na sua manifestação por nenhum dos Vereadores do PDT desta Casa. Posso compreender as razões da Vereadora, muitas delas inconfessáveis, não faria e não cometeria o mesmo deslize de vir a esta tribuna para atacar, nem a sua dignidade, nem a sua honra, nem do ex-Governador Collares, por quem eu tenho o maior respeito. Mas não posso admitir, e não podemos admitir, em nenhum momento, que um Vereador de um Partido que compõe a nossa base venha a esta tribuna, e, de forma leviana, suscite dúvidas a respeito do caráter do Prefeito José Fogaça, que, com relação a ela, foi sempre tão generoso; com relação a ela, cedeu-lhe inclusive um diretor da Carris, por sua indicação. Não sei qual o desdém, não sei qual a amargura, não sei qual a tristeza, espero que não seja a professora Neuza, realmente, uma pessoa amargurada. A professora Neuza que conheço é outra, uma mulher generosa, que queria criar o Calendário Rotativo no Rio Grande do Sul, o que era, também, uma ideia generosa de fazer com que as crianças que não tinham acesso à escola, pudessem ter, e, naquele momento, sofreu uma oposição cruel.
O Governador Collares, primeiro negro que chega ao Governo do Estado do Rio Grande do Sul, mercê das suas qualidades, do seu trabalho. Condenado pelas circunstâncias da vida, não chegaria, jamais, talvez, a este posto. Mas, pelo seu carisma, pelo seu trabalho, pela sua gana, pela sua dedicação, pelo seu esforço, acima de qualquer outra coisa, formou-se advogado, Vereador desta Cidade, como nós, Deputado, Governador do Estado, Prefeito desta Capital - grande Prefeito, justiça seja feita -, e bota, parece-me, com o devido respeito, na lata do lixo da história toda esta trajetória.
Eu não quero acreditar que tenha feito isso, como dizem alguns, por maldade - eu jamais faria isto - porque foi contemplado com um cargo lá em Itaipu. Não é da natureza do Governador Collares, não é um homem, não é o Governador Collares que eu conheci.
Eu me lembro – já lhe concedo o aparte, de Augusto dos Anjos, que dizia (Lê.): “Vês! Ninguém assistiu ao formidável/Enterro de tua última quimera./Somente a Ingratidão - esta pantera - /Foi tua companheira inseparável!/Acostuma-te à lama que te espera!/O Homem, que, nesta terra miserável,/Mora, entre feras, sente inevitável/Necessidade de também ser fera./Toma um fósforo. Acende teu cigarro!/O beijo, amigo, é a véspera do escarro,/A mão que afaga é a mesma que apedreja./Se a alguém causa inda pena a tua chaga,/Apedreja essa mão vil que te afaga,/Escarra nessa boca que te beija!”
Quem diria, Ver. Besson, que aquele Governador que foi humilhado, espezinhado, trucidado, em uma CPI artificial, criada por uma oposição doentia, como nós aqui também sofremos, hoje, esquecendo dessas coisas todas - queira Deus que não seja trocando por um saco de dinheiro -, se dobra a esta posição subserviente, e ataca o Governo que, há pouco, servia-lhe e continua servindo. Espero que não seja esta a posição, porque é muita ingratidão! É muita ingratidão!
(apartes)
O SR. VALTER NAGELSTEIN: Muito obrigado, Ver. Mario Manfro. Agradeço a todos os Vereadores, e concluo, dizendo, Sr. Presidente, nesses 30 segundos que me restam, do meu respeito pelo PDT. Eu venho de um berço trabalhista, fui forjado exatamente nessa escola, na escola de Getúlio Vargas, de Pasqualini, de Jango, de todos esses homens que são, na verdade, as vertentes do velho PDT, do velho PTB, do PTB que aqui está, do meu PMDB, diferentemente do PT. Por isso que sempre conseguimos conviver de forma harmônica, por isso que nos respeitamos nos nossos Governos; por isso que, no Governo do PT, eles tentaram... (Som cortado automaticamente por limitação de tempo.)

Foto: Lívia Stumpf/CMPA