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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Entregue relatório paralelo da CPI do ProJovem

Na tarde de ontem (6/7), foi votado na Câmara Municipal de Porto Alegre o relatório “chapa branca” da CPI do ProJovem redigido por Reginaldo Pujol. O parecer apresentado para os 13 vereadores da Comissão de Inquérito Parlamentar não constatou nenhuma irregularidade, assim como a sindicância instalada pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre, embora ambos tenham sido embasados nos mesmos fatos que resultaram no indiciamento de 09 pessoas pela Polícia Federal. O documento foi aprovado por 07 dos 11 vereadores votantes.

Durante os sete meses de apurações, os vereadores envolvidos na CPI analisaram documentos relativos a contratações de entidades privadas pela Secretaria Municipal da Juventude (SMJ) para a gestão do programa federal de inclusão social ProJovem fornecidos pela Procuradoria Geral do Município, Ministério Público Federal, Procuradoria Regional do Trabalho, Secretaria Municipal da Juventude e nos depoimentos das 23 testemunhas (das quais 11 foram chamadas por Mauro Pinheiro). Durante a pesquisa Mauro Pinheiro identificou irregularidades como organização criminosa, formação de quadrilha, dispensa indevida de licitações, pagamento indevido de recursos públicos sem pactuação pré-existente e sem cobertura contratual, desvio de recursos públicos através de superfaturamentos, usurpação de cargo ou função pública e falsidade ideológica.

O estudo resultou na elaboração de um relatório paralelo de 112 páginas que foi entregue para o presidente da CPI, Luiz Braz, que deverá anexá-la ao relatório final de Reginaldo Pujol. Os documentos serão enviados para o Prefeito Municipal, Presidente do Tribunal de Contas de Estado do Rio Grande do Sul, Procurador Geral de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, Ministro Presidente do Tribunal de Contas da União, Procuradora Chefe do Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul, Delegado Regional da Receita Federal, Superintendente da Polícia Federal no Rio Grande Sul.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

CPI do Projovem

O caso de desvios de recursos públicos do Projovem em Porto Alegre, investigado desde 2007, por proposição do vereador Adeli Sell à Polícia Federal, onde citava que o vereador Mauro Zacher de participação no esquema, ganha novos desdobramentos.

Além do próprio Zacher estar indiciado pela PF nos desvios do Projovem, outras 8 pessoas também estão indiciadas tanto nesta, como na Operação Rodin, que investigou desvios de mais de 40 milhões de reais do Detran gaúcho, no governo Yeda.
Estas duas operações envolvem a FUNDAE e a PENSANT.

Os nove indiciados pela PF no caso Projovem são:

DENISE NACHTIGALL LUZ - Formação de quadrilha e locupletamento em dispensa de licitação;
IPOJUCAN SEFFRIN CUSTÓDIO - Formação de quadrilha e locupletamento em dispensa de licitação;
FERDINANDO FRANCISCO FERNANDES - Formação de quadrilha e locupletamento em dispensa de licitação;
JOSÉ ANTÔNIO FERNANDES - Formação de quadrilha e locupletamento em dispensa de licitação;
LUIZ GONZAGA ISAIA - Formação de quadrilha e locupletamento em dispensa de licitação;
MÁRIO FRANCO GAIGER - Formação de quadrilha e locupletamento em dispensa de licitação;
MAURO CÉSAR ZACHER - Formação de quadrilha e locupletamento em dispensa de licitação;
NEY LUIS PIPPI - Formação de quadrilha e locupletamento em dispensa de licitação;
PAULO JORGE SARKIS - Formação de quadrilha e locupletamento em dispensa de licitação e advocacia administrativa qualificada.

Envolvido no escândalo do ProJovem entra em contradição

Ontem (06/04) foi dia de depoimento na CPI Do ProJovem na Câmara de Porto Alegre. Ao ser questionado pelo Vereador Mauro Pinheiro o depoente e ex - coordenador do Projeto Quilombos da Juventude (SMJ) André Fortes caiu em contradição ao responder sobre a vinculação dele com a Secretaria Municipal da Juventude. Mauro Pinheiro citou dados taquigráficos da Câmara que demonstram que em fevereiro de 2008 o depoente participou de reunião da Comissão de Educação da Câmara de Vereadores de Porto Alegre como representante da SMJ, função que atualmente diz nunca ter exercido. Ao ter as duas versões confrontadas o depoente preferiu se calar.

Colaboração: Paula Letìcia Núnes

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Operação abafa contra instalação da CPI do Projovem

Um grupo de onze vereadores da Câmara Municipal de Porto Alegre divulgou nota oficial na tarde desta quarta-feira manifestando preocupação com a “operação abafa” em curso para impedir a instalação da CPI do Projovem no Legislativo municipal. Após a troca de acusações entre os vereadores Mauro Zacher (PDT) e Juliana Brizola (PDT) na segunda-feira, com acusações mútuas de formação de quadrilha para desviar recursos do programa na prefeitura de Porto Alegre, as lideranças do governo municipal entraram em ação para tentar sepultar a CPI. Valeram-se, para tanto, da redação apressada do pedido de instalação da CPI, entregue por Juliana Brizola na segunda-feira, argumentando que ele “não apresenta um fato determinado”. Diante disso, o grupo de vereadores da oposição divulgou nota com o seguinte teor:

Nós, vereadores da Câmara Municipal de Porto Alegre, preocupados com a divulgação, pelos meios de comunicação, de uma provável “operação-abafa” em relação ao requerimento formulado pela vereadora Juliana Brizola – adendado pelo vereador Mauro Zacher – , queremos manifestar o seguinte:

- A Câmara Municipal de Porto Alegre tem uma longa história de respeitabilidade e, nesse momento, somos os fiadores dessa trajetória;

- O instituto da CPI é definido, constitucionalmente, como instrumento da minoria e, no caso em questão, a CPI já conta com a assinatura da maioria dos parlamentares;

- Entendemos que devem ser apuradas e investigadas as irregularidades apontadas em TODAS as gestões da Secretaria Municipal da Juventude;

- Não julgamos correto, neste momento, qualquer recuo no sentido de barrar a instalação da CPI, tanto quanto avaliamos como inaceitável a tentativa de colocar “panos quentes” sobre o assunto. Neste sentido, independentemente de qualquer questão formal, e apesar de os documentos serem desconexos, nós, vereadores, pedimos uma CPI para averiguar desvios de recursos na Secretaria Municipal de Juventude em todo o período.

- De acordo com o artigo 68 do Regimento Interno da Câmara Municipal de Porto Alegre, bastam 12 (doze) assinaturas para que uma CPI seja instalada de imediato – número amplamente superado no requerimento original.

Pelo exposto, exigimos que a CPI para investigar as denúncias de irregularidades na Secretaria Municipal de Juventude seja instalada de imediato.

Maria Celeste (PT), Engenheiro Comassetto (PT), Adeli Sell (PT), Mauro Pinheiro (PT), Sofia Cavedon (PT), Aldacir Olibini (PT), Carlos Todeschini (PT), Pedro Ruas (PSOL), Fernanda Melchiona (PSOL), Juliana Brizola (PDT) e Airto Ferronato (PSB).

Foto: Vereadores da oposição querem instalação da CPI (Lucia Stumpf/CMPA)