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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Dilma manda chamar general e pede explicações sobre "fato histórico"




Gorila quis banalizar violações aos direitos humanos durante ditadura civil-militar 

As manifestações do novo chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência, general José Elito Siqueira (na foto com Dilma), criaram mal-estar ontem, no Palácio do Planalto. A presidente Dilma Rousseff chamou Elito em seu gabinete na noite de ontem para pedir explicações. A informação é da Folha.

No dia de sua posse, Elito Siqueira se posicionou contra a criação da Comissão da Verdade e disse que os desaparecidos políticos são um "fato histórico" do qual "nós não temos que nos envergonhar ou vangloriar".

Segundo o projeto enviado pelo governo, a Comissão da Verdade terá a "finalidade de examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos" durante a ditadura.

Durante o dia, a presidente fez chegar ao general sua insatisfação com as declarações, já que o governo Lula enviou no ano passado projeto de lei ao Congresso Nacional em apoio ao órgão.

A mídia apurou que Elito disse a Dilma que foi "mal compreendido" pelos jornalistas durante a entrevista e que as reportagens não retrataram o que ele disse.

Dilma não gostou da manifestação do general que é claramente contrária à posição de seu governo e do antecessor. Dilma era ministra da Casa Civil quando o projeto de lei da Comissão da Verdade foi formatado.

O vice-presidente Michel Temer minimizou os comentários de Elito. Questionado se não era contraditório a presidente, torturada durante a ditadura, ter como subordinado próximo um general contrário a investigações sobre episódios de tortura no regime militar, Temer disse que a pergunta deveria ser feita à própria presidente.

"Acho que é a opinião dele, né? Não vou me manifestar a respeito da opinião dele", disse o vice de Dilma.

O ministro Nelson Jobim (Defesa), sem se referir especificamente ao general, limitou-se a dizer que a posição do governo é pela criação da Comissão da Verdade, nos termos do projeto de lei enviado pelo Executivo ao Congresso em maio passado.

A nova ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, afirmou, via assessoria, que seu posicionamento sobre o assunto é público e foi exposto em seu discurso de posse, anteontem.

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O episódio demonstra uma diferença qualitativa entre o estilo político do ex-presidente Lula - excessivamente conciliador - e a presidenta Dilma, especialmente no tema da memória histórica da ditadura civil-militar de 1964-85.

Um dos grandes passivos do governo Lula foi essa renitência em não revolver o nosso passado ditatorial e repressivo, ao contrário dos governos democráticos do Uruguai, Argentina e Chile. A situação é agravada pela escolha, por Lula, de um ministro protofascista e americanófilo como Nelson Jobim na pasta da Defesa. A manutenção de Jobim (ou JohnBin) é um dos mistérios do novo governo Dilma Rousseff. De qualquer forma, o gesto pronto e decidido da presidenta na noite de ontem é um indicativo de indisposição para com os subordinados de Jobim (ou JohnBin).

Só por isso, já valeu o meu voto em 3 de outubro último.

Extraído do Diário Gauche

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Aloysio Nunes deixou o debate com medo da Dilma.Motivo? A bomba Paulo Preto, o PC Farias de Serra e do PSDB de SP.

Aloysio Nunes deixou o debate com medo da Dilma

No final do primeiro bloco do debate na Rede Bandeirantes, Dilma Rousseff (PT), cobrou de José Serra (PSDB) esclarecimentos sobre Paulo Vieira de Souza, ex-membro do governo tucano em São Paulo que, segundo  “fugiu com R$ 4 milhões de sua campanha”(Leia a matéria completa aqui na IstoÉ). 

Na plateia, o questionamento deixou os petistas efusivos. Integrantes do PSDB, preocupados com o cerco da imprensa a partir deste instante, prepararam uma saída à francesa do senador eleito Aloysio Nunes, que mantinha relações estreitas com Vieira de Souza. Minutos depois, o senador eleito deixou o estúdio e não retornou.

Mais conhecido como Paulo Preto, Paulo Vieira de Souza foi diretor de engenharia da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa). Ele era o responsável direto por grande parte das obras viárias do governo de São Paulo. Chamado de “homem-bomba do PSDB”, em matéria da revista Veja, publicada em maio deste ano,(Leia aqui na Veja) Paulo Preto foi demitido oito dias depois de ter inaugurado o trecho sul do Rodoanel. Quando Aloysio Nunes deixou o debate, depois do questionamento sobre Paulo Preto, o correligionário Cícero Lucena ocupou o seu lugar na plateia.

No instante da acusação, Serra olhou para assessores, o marqueteiro Luiz Gonzalez e o estrategista Felipe Soutello. Tempo encerrado. Nos bastidores, a denúncia agitou a plateia e as conversas de pé-de-ouvido. “Ele está desnorteado. Isso, no boxe, é nocaute”, mordiscou o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT). Mais abaixo, o coordenador de comunicação de Dilma, o deputado estadual Rui Falcão, informava: “A imprensa já noticiou: ele era diretor da Dersa e fugiu com quatro milhões”. Dinheiro que, segundo a pergunta-acusação de Dilma no debate, teria sido arrecadado para campanha tucana.

“Serra deve ter levado um susto”, comemorou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. “A Dilma colocou o tema do Paulo Preto na campanha. Foi colocado e não houve qualquer reação. Está na pauta das discussões dos próximos dias”, avaliou Edinho Silva, presidente do PT paulista.

Ainda segundo a matéria da revista Veja, “Vieira de Souza e Aloysio se conhecem há mais de 20 anos. Quando, no ano passado, o tucano sonhou em ser o candidato de seu partido ao governo de São Paulo, Vieira de Souza foi apresentado como seu ‘interlocutor’ junto ao empresariado. A proximidade entre os dois é tão grande que a família dele contribuiu para que o ex-secretário comprasse seu apartamento”.

Em agosto, a revista ISTO É publicou uma matéria de capa, segundo a qual líderes do PSDB acusam Paulo Preto “de ter arrecadado dinheiro de empresários em nome do partido e não entregá-lo para o caixa da campanha”. A publicação traz também uma declaração de um diretor de uma das empreiteiras responsáveis por obras de remoção de terras no eixo sul do Rodoanel: “não fizemos nenhuma doação irregular, mas o engenheiro Paulo foi apresentado como o ‘interlocutor’ do Aloysio junto aos empresários”.

À saída do debate na TV Bandeirantes, os petistas questionavam a falta de resposta do tucano à acusação feita por Dilma com base na denúncia da revista ISTO É. O deputado Jutahy Magalhães Jr., diz “desconhecer completamente a história” e acrescenta que o comportamento mais ofensivo da ex-ministra flagra “a preocupação com os números”. A afirmação é referente às pesquisas eleitorais. Segundo o último Datafolha – publicado no sábado (9) – Dilma tem 54% dos votos válidos, contra 46% de Serra.

O candidato tucano e sua equipe avaliaram que a estratégia da petista era conclamar sua militância. “Ela falou para dentro do partido”, avaliou o jornalista Luiz Gonzalez, coordenador de marketing da campanha. Para Serra, a petista se comportou de forma atípica para poder usar as imagens em seu programa de televisão. O marqueteiro da petista, João Santana Filho, sorriu com a declaração.

O deputado eleito Sérgio Guerra (PSDB-PE) provocou: “esta foi a primeira intervenção de Ciro Gomes (PSB) na campanha”. O socialista é integrante novo na campanha de Dilma e, segundo aliados, entrou para “bater”. Para o governador de São Paulo, Alberto Goldman, a petista fez afirmações “estapafúrdias”: “eu nunca vi em 40 anos um suicídio desta forma que ela está fazendo”. E completou: “ela está totalmente perdida”.

Tucanos e petistas monitoraram, durante o debate, a reação de grupos focais espalhados pelas regiões brasileiras. Nas pesquisas do PT, houve aprovação da linha de ataques assumida por Dilma, o que justificou a manutenção dos ataques a Serra em todos os blocos do debate. Nas qualitativas tucanas, a petista aparecia como “agressiva” e “raivosa”.

Ainda em relação às análises particulares, o coordenador jurídico da campanha, José Eduardo Cardozo, opinou: “no confronto frente a frente, a linha vai ser essa”.

Os tucanos usam o exemplo deixado por Geraldo Alckmin em 2006 contra Lula, então candidato à reeleição. O primeiro confronto entre os dois, já no segundo turno, foi marcado por ataques mútuos. O tucano, diferente do que fizera no primeiro turno, resolveu subir o tom contra o petista. À época, o PSDB avaliou que esta mudança de comportamento foi o que rendeu uma vitória ainda mais folgada a Lula.Terra

sábado, 25 de setembro de 2010

Um comício para entrar na história


Foto: Roberto Stuckert Filho

Nesta sexta-feira (24/9), estive presente no comício da Dilma, Tarso, Paim e Abgail. Mais de 35 mil pessoas lotaram o largo Glênio Peres, em Porto Alegre. Faz tempo que não via a militância tomar conta de todos os espaços disponíveis. Simplesmente não tinha como caminhar com tamanha aglomeração popular.

O canto do Hino doRio Grande foi outra coisa que me emocionou muito.

Dilma lembrou de suas raízes gaúchas, da filha Paula e do neto Gabriel, nascido em Porto Alegre no início do mês. Disse que os eleitores do estado podem ir confiantes às urnas no dia 3 para dar continuidade ao processo de mudança que começou com Lula, o presidente que mais beneficiou o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Também será importante devolver ao PT a administração do Estado.
“Foi um presidente metalúrgico que mostrou que tinha capacidade de recuperar esse estado", disse. "Nesse momento vocês têm um homem que pode colocar esse estado novamente na linha do crescimento econômico, da geração de empregos e do avanço social. O Tarso é o responsável por um dos projetos mais generosos do nosso país, o Prouni.”
Petrobrás x Petrobrax
Dilma falou que hoje é um dia histórico para o Brasil, porque a empresa que os tucanos chamavam de “dinossauro” (a Petrobras) se tornou a segunda maior empresa petrolífera do mundo, após captar R$ 120 bilhões no mercado de ações.
Ela comparou o modo como eles faziam para capitalizar a empresa, vendendo a participação do governo por migalhas.
“Eles venderam as ações da Petrobras e conseguiram US$ 7 bilhões. Hoje o presidente Lula participou de um ato em que a Petrobras conseguiu US$ 70 bilhões. Vendemos algum pedacinho da Petrobras para conseguir os US$ 70 bilhões? Não. Pelo contrário, aquilo que eles venderam da Petrobras nós compramos de volta para o Brasil e para o povo brasileiro”, afirmou.
A candidata disse que, quando o PT assumiu a presidência, Lula fez mais pelo povo, justamente o contrário do PSDB, que deixou o país quebrado, sem empregos e sem esperança. "Nós quando pudemos mais, porque estávamos no governo, fizemos mais. Por isso, tiramos 28 milhões da miséria, elevamos 36 milhões para a classe média, por isso geramos mais de 14 milhões de postos de trabalho", disse. "Eles [os demo-tucanos] fizeram menos quando governaram o país.”
Falou ainda das promessas eleitoreiras dos adversários da direita. “Entregaram esse país para o FMI decidir se tinha ou não aumento de salário mínimo. E o FMI disse: não tem. E eles acataram. Agora eles vêm dizer perto da eleição que vão dar aumento de salário mínimo. Nós não somos bobos, nós sabemos que quem fala é diferente de quem faz.”
Projeto nacional
Em seu último comício em Porto Alegre como presidente, Lula disse que se os eleitores quiserem a unidade do país em torno do projeto de desenvolvimento iniciado por ele, devem eleger Dilma para presidente. Pois ela é a única capaz de construir essa unidade e dar felicidade aos brasileiros. “Quem pode construir a unidade nesse país é essa mulher, sem ódio. Se vocês elegerem a Dilma, o destino desse país será de décadas e mais décadas de crescimento e felicidade para o povo”.


Fotos: Ichiro Guerra.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Dilma abre vantagem e já lidera em SP, RS e PR


Liderança em SP e RS

Uma das grandes novidades foi a virada de Dilma em redutos eleitorais da oposição, como os estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul. "Em São Paulo, Estado governado por Serra até abril e por tucanos há 16 anos, Dilma saiu de 34% na semana passada e está com 41% agora. O ex-governador caiu de 41% para 36%. Na capital paulista, governada por Gilberto Kassab (DEM), aliado de Serra, ela tem 41% e ele, 35%", diz reportagem da Folha de S. Paulo.

Mercadante_marta_dilma
As constantes visitas aos gaúchos também renderam bons resultados a Dilma. Enquanto ela subiu de 35% para 43% no Rio Grande do Sul, o tucano José Serra caiu de 43% para 39%. "Quando se observam regiões do país, a candidata do PT lidera em todas, inclusive no Sul. Na semana passada, ela estava tecnicamente empatada com Serra, mas numericamente atrás: tinha 38% contra 40% do tucano", afirma a Folha de S. Paulo.


Rejeição aos tucanos
O cenário para um eventual segundo turno é de uma vantagem cada vez mais folgada de Dilma, de 19 pontos percentuais. Segundo o Datafolha, a candidata passou de 53% para 55%. Na contramão, Serra baixou de 39% para 36%.
Também positivo é o resultado na pesquisa espontânea. "Quando os eleitores não escolhem os nomes de uma lista de candidatos, Dilma foi a 35% contra 18% de Serra. No levantamento anterior, os percentuais eram 31% e 17%, respectivamente", afirma a Folha de S. Paulo.
Outro dado que mostra a consolidação da tendência favorável a Dilma é a taxa de rejeição do candidato do PSDB. Se a candidata é rejeitada por 19% dos eleitores, Serra tem 29%, acima dos 27% medidos na semana passada.
Pesquisa do Datafolha divulgada hoje mostra uma ampliação da vantagem de Dilma Rousseff e uma consolidação de cenário de uma vitória já no primeiro turno. Em relação ao levantamento do último dia 20, a candidata abriu 20 pontos percentuais de frente e passou de 47% para 49% das intenções de voto. José Serra (PSDB) caiu de 30% para 29%, e Marina Silva (PV) ficou estável em 9%.
Contando os votos válidos, Dilma tem 55% dos votos e venceria a eleição no dia 3 de outubro. Os eleitores que ainda não sabem em quem votar ou não responderam permanecem em 8%, e os votos brancos e nulos, em 4%. Encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela Rede Globo, a pesquisa tem margem de erro dois 2 pontos percentuais e foi feita nos dias 23 e 24 com 10.948 entrevistas em todo o país.
A pesquisa está registrada no TSE sob o número 25.473/2010.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Sensus: Dilma abre 18 pontos sobre Serra

No blog do jornalista Ricardo Noblat:

CNT/Sensus: Dilma 46%, Serra 28,1% e Marina 8,1%

Pesquisa CNT/Sensus divulgada há pouco em Brasília mostra a candidata Dilma (PT) com 46%, José Serra (PSDB) com 28,1% e Marina Silva (PV) com 8,1% das intenções de votos.

Não sabem ou não responderam, brancos e nulos representam 16,8%.

Neste levantamento foram apresentados aos entrevistados todos os candidatos que disputam a sucessão de Lula.

Se as eleições fossem hoje, Dilma venceria no primeiro turno.

Em comparação com a última pesquisa estimulada CNT/Sensus do início de agosto, Dilma subiu 4,4%, Serra caiu 3,5% e Marina teve queda de 0,4%.

Na pesquisa espontânea (em que não é apresentado o nome do candidato), Dilma tem 37,2 %, Serra 21,2 %, Marina 6 %. Os demais candidatos não atingiram 1%. Lula também foi citado por 2,1% dos entrevistados.

No último levantamento realizado no início de agosto, a pesquisa espontânea apontava Dilma com 30,4%; José Serra 20,2%; Marina Silva 5,0% e Zé Maria 3,0%.

Em um cenário de segundo turno entre Dilma e Serra, a pesquisa CNT/Sensus de hoje aponta Dilma com 52,9 % contra 34% de Serra. Ainda não têm candidato 13,2% dos entrevistados

Segundo a pesquisa de hoje, Marina apresenta o maior índice de rejeição com 47,9 %, Serra 40,7 % e Dilma 28,9 %.

Dos entrevistados, 42,9% afirmam ter assistido aos programas eleitorais de rádio e Tv dos candidatos. Dentre eles, 56% disseram que Dilma apresentou a melhor propaganda eleitoral, 34,3% afirmaram que foi de Serra e 7,5% o de Marina

A margem de erro é de 2,2 % para mais ou para menos.

A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e realizada entre os dias 20 e 22 de agosto em 136 municípios de 24 estados. Foram feitas 2 mil entrevistas.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Ibope: Dilma tem 51% dos votos válidos e venceria no 1º turno

Extraído da Carta Capital

17 de agosto de 2010 às 9:55h


A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, lidera a corrida presidencial com 43% das intenções de voto, contra 32% do candidato do PSDB, José Serra, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (16) pelo Jornal Nacional. A candidata do PV ao Palácio do Planalto, Marina Silva, registra 8%. A margem de erro de é dois pontos percentuais.
Dos demais candidatos, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU), nenhum alcançou 1% das intenções de voto.
Segundo o levantamento, os votos brancos e nulos somam 7%. Enquanto 9% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
De acordo com o Ibope, considerando-se apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, Dilma tem hoje 51% das intenções de voto, enquanto Serra tem 38%, Marina tem 10% e os outros candidatos somam 1%. Neste cenário, se as eleições fossem hoje, Dilma poderia ser eleita no primeiro turno.
Segundo turno – O Ibope também fez uma simulação de um segundo turno entre Dilma e Serra, a petista aparece com 48% e o tucano com 37%.
Encomendada pela Rede Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo, a pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 16 de agosto, com 2.506 entrevistados de 174 municípios e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 11 de agosto de 2010, sob o número 23548/2010.
Na pesquisa anterior, divulgada no dia 6 de agosto, Dilma liderava com 39% das intenções de voto, contra 34% do candidato do PSDB. A candidata do PV ao Palácio do Planalto, Marina Silva, registrava 8%.
Na última sexta-feira (13), o Datafolha também divulgou resultados de uma pesquisa presidencial mostrando Dilma com 41%, Serra com 33% e Marina Silva com 10%. (Leia mais aqui)
Segundo o blogueiro Ricardo Noblat, pesquisa do Vox Populi, a ser divulgada amanhã pela Rede Bandeirantes de Televisão e o portal IG, conferirá a Dilma uma vantagem de 13 a 14 pontos percentuais.
O levantamento também mostrou como os eleitores avaliam o governo Lula. Para 78%, o governo é ótimo ou bom; para 18%, regular; para 4%, ruim ou péssimo.
Para consultoria Arko Advice, TV não muda favoritismo
Nesta terça-feira (17), começa a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Às terças-feiras, quintas e sábados serão veiculados os programas dos candidatos à Presidência e à Câmara dos Deputados e às segundas, quartas e sextas-feiras, a exibição será aos concorrentes na disputa pelos governos estaduais, do Distrito Federal, ao Senado, e às assembleias legislativas e do DF.
Para a empresa de consultoria política Arko Advice, o histórico das últimas eleições mostram que TV e rádio não mudam favoritismo de candidatos. A tendência é ser eleito quem entra em agosto na frente nas pesquisas. “Analisando as quatro eleições presidenciais anteriores (1994, 1998, 2002 e 2006), mesmo considerando as peculiaridades inerentes a cada uma, constata-se que depender apenas da campanha no rádio e na TV não é suficiente para a vitória”, diz nota da empresa.
Em agosto de 1994, segundo o Ibope (17 a 22), FHC tinha 40% de intenções de voto para presidente. Lula tinha 25%. Pelo Datafolha (16 a 18), FHC tinha 41% e Lula, 24%. Ao final de setembro e início de outubro, o Ibope registrava que FHC estava com 46% e Lula com 22%. O Datafolha mostrava FHC com 48% e Lula com 22%.
Brizola, Orestes Quércia e Esperidião Amin também variaram muito pouco. Tinham, em agosto, 5%, 5% e 2%, respectivamente, de acordo com o Datafolha. Chegaram em setembro com 4%, 5% e 2%, respectivamente.
Ou seja, a propaganda eleitoral acabou favorecendo quem já estava na frente.
Em agosto de 1998, pesquisa do Ibope (14 a 18) trazia FHC com 44% das intenções de voto, contra 21% de Lula. Pelo Datafolha (12 a 14), FHC tinha 42% e Lula, 26%. No final de setembro, FHC atingiu 47% e Lula, 24%, conforme o Ibope (24 a 27). O Datafolha de 2 de outubro registrou FHC com 49% e Lula com 26%. Ciro, segundo o Ibope, começou com 5% em agosto e terminou com 9% em setembro.
Em 2002, houve uma mudança radical. Mas entre o segundo e o terceiro colocados. Lula, que segundo o Ibope (17 a 19 de agosto) contava com 35%, terminou com 43% (28 a 30 de setembro). Ciro Gomes tinha 26% e terminou com 11%, e Serra, de 11% originais, subiu para 19%.
Por fim, em agosto de 2006, Lula aparecia no Ibope (15 a 17) com 47% das intenções de voto contra 21% de Geraldo Alckmin (PSDB). No Datafolha (7 e 8 de agosto), Lula tinha 47% e Alckmin, 24%. No primeiro turno, Lula teve 48,61% dos votos válidos e Alckmin, 41,64%. No segundo turno, Lula foi reeleito com 60,83% dos votos válidos.
Em 2010, Dilma Rousseff (PT) conseguiu seu principal objetivo. Começar a campanha no rádio e na TV na frente de José Serra (PSDB). Pela média das pesquisas, tem hoje 40,53% das intenções de voto contra 32,86% de José Serra.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Consequências da vitória da Dilma no 1º. Turno - Por PHA

Na foto, o ex-diretor do Datafalha em sua nova atividade profissional

- A Dilma e o Lula desembarcam em São Paulo e o Mercadante ganha a eleição.

- O Serra derruba o Belluzzo e assume a presidência do Palmeiras.

- O PSDB de SP fecha, atolado em dívidas.

- O Daniel Dantas liga para o Palocci.

- O Fernando Henrique diz que a Dilma é “brilhante” e se oferece para ser Embaixador em Paris.

- Os filhos do Roberto Marinho mandam o Ali Kamel maneirar (por uns tempos).

- O Gilmar deixa a batina e entra para o escritório do Sergio Bermudes.

- O Otavinho renuncia e entra para o Tea Party (chiquérrimo, não ?).

- A Regina Duarte grava vídeo em que diz “Não tenho  mais medo”.

- O Aécio vai para o Rio se consolar da derrota do  amigo do peito.

- Vesgo, do Pânico, desiste de ser candidato a Presidente da República.

- Ex-diretor do Datafalha torna-se cartomante. 

- Serra foge para o Paraguai e dá calote nos marqueteiros.

Os amigos navegantes estão convidados a dar outras idéias.

Paulo Henrique Amorim

Clique aqui para ler “Eliane Catanhêde diz que está zero a zero: Sensus diz que Dilma está dez pontos à frente”.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Dilma abre campanha em Porto Alegre

foto Kiko Machado

A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, recebeu hoje (06) pela manhã a medalha Mérito Farroupilha na Assembleia Legislativa. Após a solenidade, Dilma, acompanhado de Tarso Genro e Olívio Dutra se dirigiram para a esquina democrática, sendo recebidos por centenas de manifestantes. Após ato político, caminharam juntos com a militância até o Mercado Público. Esse foi o primeiro ato oficial de campanha de Dilma no Brasil.

Veja aqui a galeria de fotos da caminhada em Porto Alegre.

“Vamos juntos, companheiros, até a vitória”, disse Dilma, do alto do carro de som para a militância.

Cercada por antigos companheiros, Dilma ressaltou a importância do Rio Grande do Sul na sua formação política. “É um grande momento, porque eu sei a importância da experiência que eu tive aqui. Eu nasci em Minas, mas, quando me perguntam, digo que eu sou uma mistura do centro com o sul do Brasil”, definiu.

Na caminhada pelo centro de Porto Alegre, Dilma foi acompanhada pelo candidato do PT ao governo do estado, Tarso Genro, e pelos ex-governadores Alceu Collares e Olívio Dutra. Pelos dois, Dilma foi convidada a integrar o governo gaúcho na Secretaria de Minas e Energia. Naquele momento, deu início a trajetória política que levaria Dilma, depois, ao governo federal.

Agora, como candidata à presidência da República, ela inicia, confiante, sua campanha oficial em seu berço político. “Eu sigo em boa companhia, porque sei que milhares de brasileiros estão nesta trajetória.”

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Dilma 'nocauteia' a FSP


*No programa Roda Viva (TV Cultura/SP), exibido na última segunda-feira, a candidata petista Dilma Roussef, com a garra e a serenidade que lhe é peculiar, deixa em maus lençóis dois jornalistas da FSP (Força Serra Presidente) que insitiam em requentar o desmoralizado factóide do suposto 'dossiê' sobre o tucano José Serra. Veja no vídeo acima.

Via blog do Júlio Garcia

quarta-feira, 30 de junho de 2010

VOX POPULI CONFIRMA DILMA NA FRENTE

Charge Sinfrônio

Os números da pesquisa Vox Populi/Bandeirantes, divulgados na última terça-feira, repetem os resultados encontrados pelo Ibope, em pesquisa patrocinada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), e confirmam que a candidata do PT, Dilma Roussef, assumiu mesmo, pela primeira vez nesta campanha eleitoral, a liderança das intenções de voto, com 40% das indicações, contra 35% de José Serra (PSDB). Marina Silva (PV tem 8%. Brancos e nulos somam 5% e 11% não sabem ou não responderam.

É bom explicar que, quando se diz pela primeira vez é porque, em duas pesquisas anteriores, do Vox Populi e Datafolha, Dilma estava na frente, mas dentro da área de empate técnico, o que não acontece agora (a margem de erro da pesquisa é de 1,8 para mais ou para menos e a diferença pró-Dilma é de cinco pontos). E os dados revelam a vantagem da candidata petista também para o segundo turno (44% contra 40%) e na consulta espontânea (26% contra 20%).

A pesquisa confirma, também, o mau momento que atravessa a candidatura Serra já complicada com a difícil escolha do nome que será candidato a vice na sua chapa. O curioso é que a sequência de pesquisas do Vox Populi mostra que as intenções de voto no tucano indicam mais um período de estabilidade do que uma queda (eram 36% em março, foram para 34% em maio e chegam a 35%), uma vez que as oscilações ocorreram sempre dentro da margem de erro.

Enquanto isto, Dilma tem mostrado um crescimento constante e real, passando de 33% em março, para 37% em maio e 40% agora. Quase na mesma proporção do processo de crescimento da sua identificação como candidata do presidente Lula. Basta ver que na pesquisa espontânea, as intenções de voto no presidente caíram de 16% em março para 10% em junho, ou seja, quase exatamente o mesmo percentual do crescimento de Dilma (ela cresceu sete pontos, Lula caiu seis pontos).

Ou seja, por onde quer que se olhe o quadro é de dor de cabeça para as cabeças coroadas tucanas que não imaginavam chegar ao início da campanha oficial com um quadro como este: atrás nas pesquisas e a principal candidata adversária mostrando uma tendência de crescimento real e constante.

Serra só tem um consolo, ao meu ver: como já é careca tem poucos fios de cabelo a mais para perder nestes próximos meses.

domingo, 16 de maio de 2010

Vox Populi: Dilma já está na frente. Bye-bye Serra 2010!

Deu no Correio Braziliense:


Até o Vesgo do Pânico ganha dele

Pela primeira vez, Dilma passa Serra em pesquisa de intenção de votos

A pré-candidata do PT à Presidência da República, a ex-ministra Dilma Rousseff, aparece pela primeira vez à frente do pré-candidato do PSDB, o ex-governador de São Paulo, José Serra, em pesquisa de intenção de votos feita pelo Instituto Vox Populi.

O levantamento traz a petista com 37% das intenções de voto, em empate técnico com Serra, que tem 34% na pesquisa estimulada. A margem de erro do levantamento é de 2,2%, para mais ou para menos.

Dois mil eleitores, moradores de 117 cidades (nas cinco regiões brasileiras), foram ouvidos no levantamento. Num eventual segundo turno, Dilma e Serra também estariam tecnicamente empatados, com 40% e 38%, respectivamente, dentro, portanto, da margem de erro de 2,2%.

A pesquisa de intenção de voto espontâneo – quando o eleitor abordado pelos pesquisadores diz em quem vai votar – também aponta a liderança de Dilma Rousseff. Ela aparece com 19% das intenções de voto, enquanto Serra tem 15%. Em janeiro, cada candidato obteve 9% das intenções de votos espontâneos.

A candidata do PV, a ex-ministra Marina Silva, consolidou-se na terceira posição da pesquisa estimulada de intenção de voto, com 7%. O levantamento de votos espontâneos mostra o presidente Lula em terceiro lugar, com 10% das intenções de voto, o que confirma a popularidade do presidente (mesmo sem poder se candidatar a um terceiro mandato, Lula é citado pelos eleitores).

As regiões onde Dilma Rousseff é mais lembrada são o Nordeste (44%) e o Norte (41%). Serra lidera no Sul (44%) e está tecnicamente empatado com a petista no Sudeste.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 7 de maio de 2010, sob o número 11.266/2010. As duas mil pessoas foram entrevistas entre os dias 8 e 13. O Correio publica todos os detalhes do levantamento na edição impressa de amanhã.

Clique aqui para ler a matéria de Vinicius Sassine no Correio Brazilien

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

PSDB: PT discriminou os ricos

PSDB revê tática e vai ao TSE contra PT e Dilma


CATIA SEABRA
da Folha de S.Paulo

Numa demonstração de que o ano eleitoral já começou, o PSDB partiu para ofensiva para tentar deter o crescimento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) registrado no último Datafolha. Antes acomodados numa confortável liderança, tucanos mudaram de estratégia e até entraram com duas representações no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para impedir a exibição do programa do PT em maio.

Nelas, o PSDB acusa o PT de "terrorismo eleitoral", propaganda antecipada e promoção pessoal de Dilma no programa partidário veiculado em dezembro. A propaganda eleitoral só é permitida a partir de julho.

Numa das representações, o PT é também acusado de incitar o preconceito de classe, ao afirmar que tucanos "separavam o que consideravam coisa de pobre e coisa de rico".

"Para eles, apenas os ricos pareciam ter o direito de ser feliz", dizia a propaganda, após listar carne e carro como "coisa de rico" e desemprego e escuridão como "coisa de pobre".

Segundo a representação, o PT feriu o Código Eleitoral, segundo o qual "não será tolerada propaganda [...] de preconceitos de raça ou de classes".

Estratégia

As representações foram apresentadas no último dia útil de 2009, 19 dias após o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), afirmar que não daria resposta ao programa exibido em 10 de dezembro.

"Todos foram consultados. Examinamos as peças e chegamos à conclusão de que é propaganda de cabo a rabo", justificou Guerra, um dia depois de um almoço em que o PSDB discutiu estratégias para neutralizar o discurso otimista do PT.

No almoço, o comando do PSDB reclamou de campanhas publicitárias de empresas públicas e privadas exaltando o desempenho do governo Lula.

Questionado sobre a diferença entre a propaganda do PT e a do PSDB --monopolizada pelos governadores José Serra e Aécio Neves--, o advogado do PSDB, Afonso Ribeiro, afirma que o partido exalta a administração tucana, mas não faz menção à eleição.

Protagonizados por Lula, o programa em bloco e uma inserção são alvo das representações. Na inserção, o presidente diz que a consolidação das leis sociais não é garantia de que "ninguém vai poder mexer nas conquistas do povo" após seu governo. "A garantia definitiva quem vai dar é o próprio povo brasileiro, fazendo com que o Brasil siga no rumo certo", diz.

No programa, Lula afirma que Dilma "confirma a regra de que mulher faz tudo com amor, dedicação e competência".

Além de aplicação de multa de até R$ 25 mil, o PSDB pede que o julgamento seja ainda no primeiro semestre deste ano.

Em São Paulo, o PT já apresentou duas representações contra o governador José Serra (PSDB) no Ministério Público Eleitoral por veiculação de propaganda fora do Estado e uma série de entrevistas a programas populares.

O presidente estadual do PT, Edinho Silva, afirmou que a bancada vai requerer informação sobre os gastos do Estado com publicidade no último bimestre de 2009. Só no feriado da virada do ano, foram ao ar sete diferentes campanhas.

"É só para materializar o que todo mundo já notou: o exagero de propaganda no fim do ano", disse Edinho.

Nota do Viomundo: O fato de que o PSDB reclamou indica que fez efeito. Francamente, achei aquele trecho do programa do PT o mais eficaz para descrever o PSDB: o partido dos ricos.

Extraído do Vi o Mundo