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terça-feira, 29 de março de 2011

“Todo mundo era bom depois de morrer. Alencar era bom em vida”, chorou Lula



Extraído do blog Os Amigos do Presidente Lula:


Foi em prantos que a presidenta Dilma e Lula falaram da morte de José Alencar, pouco depois de serem informados pelo médico do ex-vice-presidente.


“Todo mundo era bom depois de morrer. Alencar era bom em vida”, chorou Lula.


A visita de ambos a Portugal foi encurtada. Lula dedicará a Alencar o título de doutor honoris causa na Universidade de Coimbra, na manhã de quarta-feira, e ambos voltam ao Brasil em seguida. A presidenta cancelou a agenda oficial em Portugal que deveria ocorrer na quarta-feira à tarde.


A presidenta informou que a família de Alencar aceitou que o corpo seja velado no Palácio do Planalto. O governo decretará luto oficial de sete dias. (com informações do Valor)

segunda-feira, 28 de março de 2011

Promessa de campanha sai do papel

Rede Cegonha vai funcionar como corrente de cuidados especiais, diz Dilma
A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (28) que a Rede Cegonha vai funcionar como uma corrente de cuidados especiais para as gestantes. Segundo ela, um país pode ser medido pela atenção que dá às mães e aos bebês. O programa prevê investimentos de R$ 9 bilhões e será lançado hoje (28) em Belo Horizonte (MG).
Em seu programa semanal Café com a Presidenta, Dilma explicou que o objetivo é começar a agir cedo, antes do nascimento da criança, para que haja maior qualidade de vida para a gestante e melhores condições para o parto.
A Rede Cegonha será ligada ao Sistema Único de Saúde (SUS). A mulher que chegar a uma unidade estadual ou municipal informando que está grávida ou que há suspeita de gestação deverá passar, inicialmente, por um teste rápido. “Vamos começar o pré-natal ali, no primeiro contato com a gestante, para incentivá-la a fazer um pré-natal completo, como é o recomendado”, disse Dilma.
De acordo com a presidenta, o governo federal vai garantir recursos para o deslocamento da gestante às consultas e exames por meio de um vale-transporte. Ao final da gestação, se a mãe tiver cumprido todo o pré-natal, receberá também um vale-táxi para ir à maternidade.
Atualmente, cerca de 90% das gestantes brasileiras realizam as quatro consultas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A Rede Cegonha pretende ampliar o número para seis.
O SUS recomenda ainda 20 tipos de exames às gestantes e, com o programa, testes como a ultrassonografia deverão ser incluídos no pré-natal. Caso seja detectada uma gravidez de risco, nove tipos de exames complementares também terão recursos garantidos.
A gestante poderá conhecer, com antecedência, a maternidade para a qual será encaminhada e vai ser estimulada a fazer parto normal. O governo federal pretende criar ainda casas da gestante e casas do bebê, unidades localizadas dentro de maternidades de alto risco.
“A mulher pode precisar ficar nessas casas antes do parto, caso não tenha indicação de ficar internada mas precise continuar sendo observada. Elas podem também ser indicadas depois do parto, quando o bebê está em uma UTI [unidade de terapia intensiva] ou não possa, por nenhum motivo, ir para casa”, explicou Dilma.
Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil
Edição: Graça Adjuto

Quero uma lápide assim!!!

Aos meus familiares e amigos, peço atenção sobre a minha última morada.
Lembrem dos bons momentos em que passamos juntos, as conversas, discussões, risadas e tristezas.
Gostaria que pelo menos a visita ao meu túmulo não fosse em vão.

Claro, espero que este dia não chegue tão cedo!!!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Os salários sem teto do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul

Estamos cada vez mais indiferentes a tudo.
Na última terça-feira, entrevistei no Esfera Pública, da Rádio Guaíba, Amauri Perusso, vice-presidente do Centro dos Auditores Públicos do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul.
Fiquei surpreso. O homem fala sem meias palavras.
Perguntei-lhe: tem nepotismo no Tribunal de Contas?
Ele respondeu afirmativamente sem pestanejar.
Um passarinho me assoprou dados sobre irregularidades no Tribunal de Justiça.
Perguntei-lhe se era verdade que no Tribunal de Justiça todos os desembargadores ganhariam muito acima do teto de R$ 26 mil, chegando a mais de $ 40 mil, com o acréscimo de mais de 70 itens ilegais.
Respondeu na bucha que sim. 
Confirmou que, se a lei for aplicada, o Tribunal de Justiça terá de devolver mais de R$ 600 milhões aos cofres públicos. 
Outro passarinho me disse que são mais de R$ 800 milhões.
Perguntei-lhe se do ponto de vista dos auditores, aqueles que examinam as contas do Estado, houve déficit zero no governo Yeda Crusius? Respondeu sem hesitar: "Não".
Pensei no poeta: que país é este?
Que Estado é este em que o Tribunal de Justiça  brinda-se com salários sem teto, estratosféricos, e, apesar dos auditores flagrarem o descalabro, nada acontece.
Bem, O Tribunal de Justiça ainda não foi oficialmente informado da sua situação.
A imprensa, porém, já está a par.
E a população? O que diz?


Postado no blog do Juremir Machado da Silva

terça-feira, 22 de março de 2011

A cidade se veste com seu mobiliário

Uma cidade é lembrada pela sensação de acolhida ou de hostilidade que nos causa. Um ambiente bem cuidado faz toda a diferença. Tal como uma pessoa, importa tanto o cuidado no vestir quanto com a higiene. Como considerar a beleza de alguém quando sua proximidade acusa falta de banho, roupas desleixadas, mau hálito? A cidade se veste com paradas de ônibus, bancos, espaços públicos de lazer, calçadas limpas e sem armadilhas a pés incautos.
A cidade que trata bem aqueles que nela estão, tem seus caminhos e espaços indicados convenientemente, permitindo fluir de forma organizada. Não é possível apreciar quando a preocupação está toda voltada a se localizar num emaranhado de ruas sem nome, quando caminhar é arte de desviar de buracos e sujeira, esperar um ônibus é provação no sol ou na chuva.
Há tempos Porto Alegre abandonou qualquer política em relação ao mobiliário urbano. Há alguns anos houve
tentativa de qualificar o espaço público através de licitação, tendo sido previsto um conjunto de paradas de
ônibus padrão, inclusive com um pequeno banco e espaço para publicidade, como contrapartida ao empreendedor. Podia não ser o modelo mais bonito, mas tinha a grande vantagem de manter a parada iluminada à noite, justamente devido ao espaço publicitário com luz. Havia sombra em dias de sol, abrigo para a chuva e vento.

Atualmente as paradas foram abandonadas. Quando cobrado sobre o assunto, o Poder Público se omite, deixando sem resposta aqueles que sofrem diariamente, esperando, em pé, por ônibus que não costumam cumprir seus horários. Também as calçadas estão ao “Deus dará”, com a alegação de que sua manutenção é de responsabilidade do proprietário do imóvel, o governo municipal se omite de fiscalizar.
É inconcebível que uma cidade com o encanto do Guaíba, a beleza de seus morros, de seu Centro Histórico, tenha que conviver com sacos de lixo espalhados, catadores disputando resíduos, cachorros famintos e o mau cheiro que obriga o cidadão a tapar o nariz. Há equipamentos modernos para a conteinerização do lixo, esteticamente adequados, funcionais. Basta vontade e organização para implantá-los.
Defendo a ideia de que é possível à municipalidade realizar licitações públicas, dividindo a cidade em três, quatro ou cinco regiões, de forma que empresas possam disputar a colocação das mais diversas peças do mobiliário urbano nos espaços públicos, como brinquedos e praças de esportes nas praças, manutenção de espaços de lazer e preservação de espaços públicos, mediante a contrapartida da publicidade.
Para que isso ocorra, cabe ao prefeito o papel de maestro na orquestração das mudanças necessárias.
* Adeli Sell é vereador e presidente do PT-POA

Atropelador de ciclistas é denunciado por 17 tentativas qualificadas de homicídio

Ramiro Furquim/Sul21

O Ministério Público do RS denunciou nesta segunda-feira (21) o bancário Ricardo José Neis por 17 tentativas de homicídio triplamente qualificadas. Neis era o motorista do Golf preto que atropelou ciclistas integrantes do grupo Massa Crítica em Porto Alegre, no final de fevereiro. Como agravantes, o MP cita crime cometido por motivo fútil, mediante meio que resultou em perigo comum e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Em sua decisão, a promotora Lúcia Helena Callegari considera que, no momento em que acelerou sobre as vítimas, o motorista deu início ao ato de matar, o que se comprova pelos vários ferimentos descritos nos boletins de atendimento médico das vítimas. Além disso, a promotora afirma que os atos criminosos demonstram “extremo egoísmo e individualismo”, já que o ataque ocorreu como reação desproporcional à incapacidade do veículo avançar com rapidez pela via pública tomada pelos ciclistas. Além disso, o fato de ter atingido ciclistas pelas costas, muitos deles distraídos, e com um veículo em alta velocidade também caracteriza, segundo a juíza do MP, agravante para a atitude criminosa do acusado.
No momento, Ricardo José Neis encontra-se detido no Presídio Central, depois de decisão da juíza Rosane Michels, que ordenou que o bancário fosse removido do Hospital Parque Belém, zona sul de Porto Alegre. O bancário havia sido internado no hospital a pedido de seus advogados, sob a alegação de stress pós-traumático e risco de suicídio. O motorista também teve negado pedido de habeas corpus, já que o desembargador Odone Sanguiné, da 3ª Câmara Criminal do TJRS, concluiu não haver ilegalidade evidente que justificasse a concessão de liberdade provisória.
Ricardo José Neis pilotava um Golf preto no começo da noite de 25 de fevereiro, quando atropelou ciclistas ligados ao grupo Massa Crítica, que transitavam pela rua José do Patrocínio, bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. Um desentendimento anterior, no qual uma pequena colisão ocorreu, teria sido o estopim da agressão. Logo após o primeiro incidente, o veículo acelerou por cima dos ciclistas, vindo de trás. Oito pessoas foram atendidas no Hospital de Pronto Socorro da capital gaúcha. Após a agressão, o veículo fugiu. Neis apresentou-se dias depois, alegando que o atropelamento ocorreu enquanto tentava fugir, junto com seu filho de 15 anos, de uma tentativa de linchamento por parte dos ciclistas.
Por Igor Natusch/SUL21

terça-feira, 15 de março de 2011

Criação de empregos formais soma 280 mil em fevereiro e bate recorde

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira (15) pelo Ministério do Trabalho mostram que foram criados 280.799 empregos com carteira assinada em fevereiro deste ano, novo recorde histórico para este mês.


Os números foram divulgados pelo Ministério do Trabalho. Até o momento, a maior criação de empregos formais para o segundo mês do ano, de acordo com informações do governo, havia sido registrada em 2010 - quando foram abertas 209,4 mil vagas de trabalho com carteira assinada. 



"No mês de fevereiro, já tem o impacto da preparação para o carnaval. Mais hotéis cheios. No Rio de Janeiro, houve ocupação de 97,5% dos hotéis no carnaval, a maior da história. Começa antes do carnaval. Na indústria de transformação, por exemplo, se produz mais sapatos para os desfiles (do carnaval), assim como roupas, papelaria e restaurantes com contratações temporárias. O maior impacto do carnaval [nas contratações] foi em fevereiro. E também coincide com férias", avaliou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.