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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Blogueiro que denunciou estupro envolvendo filho do diretor da RBS é encontrado morto


Mosquito foi o blogueiro mais incisivo nas denúncias sobre o caso de estupro envolvendo o filho do dono da poderosa RBS, afiliada da TV Globo

A quem interessava a morte de Mosquito?
A morte de Mosquito, que jamais se calou diante da operação abafa implementada por um grupo poderoso e pelos seus cúmplices, é um alívio para quem não estava nem um pouco acostumado a ter o calcanhar pisoteado. Agora já podem retomar tranquilamente a rotina. Caberá novamente às mídias alternativas fazer um pouco de barulho em meio ao silêncio conveniente; um silêncio que nem sequer esboça sinal de partida.

O blogueiro Amilton Alexandre, o Mosquito, foi encontrado morto em seu apartamento, em Palhoça, Santa Catarina, na tarde de ontem (13). Segundo a polícia, tratou-se de "suicídio por enforcamento". A rápida conclusão, porém, não convenceu seus amigos e familiares, que exigem rigorosa apuração do caso.

Com suas "tijoladas" na internet, Mosquito fez inúmeros inimigos. Nos últimos tempos, ele alertou que estava sendo ameaçado. Na semana retrasada, ele anunciou o fim da sua página: "O blog Tijoladas acabou para eu continuar vivo. Não é uma capitulação. Não mudei meu modo de pensar. Não mudei minhas convicções".

Um amigo pessoal de Mosquito, que pediu para ter o seu anonimato por ora preservado, revelou a Pragmatismo Político suas importantes impressões sobre a misteriosa morte do blogueiro. As informações seguem caminho completamente contrário às versões oficiais. 

"Quem conheceu Mosquito sabe que não se suicidaria", disse, enumerando as diversas razões que indicam a impossibilidade de suicídio. "Ele era alvo de várias ameaças de morte. Era defensor da sustentabilidade, modo de vida saudável, andava de bicicleta, trocava frutas e verduras do quintal com seus vizinhos. Era defensor da transparência e combatia os poderosos. Era pai de uma adolescente. Filho querido de uma mãe ainda viva por quem  tinha muito carinho. Um cidadão com esse perfil não se suicida. A porta da sua casa estava aberta. Sua casa é de esquina, de um lado os fundos, do outro, um terreno baldio. Foi encontrado com lençol enrolado no pescoço, quem se suicida de forma tão cruel, correndo risco de morte lenta e dolorosa? Sendo morador solitário, não seria mais fácil entupir-se de comprimidos?

Mosquito ganhou fama nacional ao denunciar um caso de estupro em Florianópolis, envolvendo o filho de um diretor da poderosa RBS, afiliada da TV Globo. A mídia corporativa abafou o escândalo, só noticiado pela TV Record (vídeo abaixo).


A morte de Mosquito não pode ser abafada. O que se exige é que o caso, bastante estranho, seja apurado com rigor! 

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Globo e JN: No limite da prepotência

O colunista Adão Oliveira, do Jornal do Comércio, faz uma grande crítica à Rede Bobo e ao casal boçal Fátima Bernardes e Willian Bonner.
Foi ridícula a atuação dos dois perante a candidata do PT, Dilma Rousseff. Deselegante, grosseira e inoportuna.
Leia na íntegra a coluna de Adão Oliveira.


No limite da prepotência
O Jornal Nacional, campeão de audiência da poderosa Rede Globo de Televisão, estreou suas entrevistas com os principais candidatos à presidência da República, na segunda-feira, no limite da grosseria, da prepotência.

A primeira participação foi de Dilma Rousseff, candidata do PT à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva. Willian Bonner e Fátima Bernardes, na tentativa de mostrar independência, foram mais do que implacáveis: foram deselegantes e até impiedosos com a candidata.

Os dois questionavam, mas não mostravam nenhum interesse em ouvir a resposta. Por várias vezes a interromperam, não permitindo, inclusive, que a ex-ministra concluísse o seu raciocínio.

O ponto alto da arrogância se deu no momento em que o apresentador Bonner se referiu a uma pretensa afirmação do presidente Lula de que “La Rousseff” “maltratava seus colegas ministros”.

Elegante, Dilma defendeu-se alegando que apenas cobrava resultados para que as coisas acontecessem. Em nenhum momento, no entanto, ela se queixou a Bonner e Fátima de estar sendo maltratada na bancada do Jornal Nacional, com o testemunho de milhões de telespectadores.

O comportamento do casal passou a impressão de que os dois estavam dispostos a colocar a candidata numa tremenda “saia justa”. A repercussão da entrevista pegou muito mal para a “Globo”.

O pessoal ligado ao PT está indignado. Até os simpatizantes da candidatura de José Serra (PSDB) reconhecem que a dupla de apresentadores do Jornal Nacional “carregou nas tintas”.

A mim parece que os dois trataram da eleição para a presidência da República como se estivessem falando sobre futebol com Dunga, o esquecido ex-técnico da seleção brasileira.

Levar um convidado para uma entrevista na bancada do Jornal Nacional e tratá-lo com provocações baratas é, no mínimo, não ter noção da importância do JN junto ao telespectador brasileiro: uma referência nacional.

A “Globo”, com isso, perdeu uma bela oportunidade de melhor informar.

Pobre eleitor!

Adesões
O candidato da Unidade Popular Pelo Rio Grande (PT-PSB-PCdoB-PR), Tarso Genro, recebeu ontem, em Cachoeirinha, o apoio oficial de representantes da Assembleia de Deus. Cerca de 50 pastores que atuam em mais de 250 cidades gaúchas participaram do encontro com Tarso, que também teve a presença do presidente do Conselho Nacional de Pastores do Brasil, Manoel Ferreira, deputado federal do PR do Rio de Janeiro.


Para quem ainda não assistiu a entrevista ao JN, pode ver abaixo